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Wellington reage a críticas e atribui confusão sobre neurodivergência a termo usado por Pivetta em debate

O senador Wellington Fagundes (PL), candidato ao Governo de Mato Grosso, reagiu às críticas recebidas após um episódio envolvendo a pauta da neurodivergência durante debate eleitoral. Segundo ele, a interpretação equivocada ocorreu porque o governador Otaviano Pivetta (Republicanos) teria utilizado o termo “neurodependentes” ao formular a pergunta.

Wellington afirmou que apenas respondeu ao que entendeu ter sido questionado e responsabilizou o adversário pela forma como o assunto foi apresentado.

“Ele é que não sabe fazer a pergunta, eu respondi objetivamente a pergunta dele”, declarou.

De acordo com o senador, Pivetta pronunciou “neurodependentes” duas vezes durante o questionamento. Por esse motivo, Wellington disse ter interpretado que o governador se referia a pessoas com algum tipo de dependência, inclusive química ou medicamentosa.

“Ele disse neurodependentes por duas vezes e eu respondi à condição de um dependente químico. Pode ser medicamentosa”, explicou.

O uso do termo “neurodependentes” por Pivetta na formulação da pergunta também foi registrado em relatos sobre o debate, realizado na terça-feira (18). O questionamento, no entanto, tratava de políticas públicas destinadas à inclusão de alunos neurodivergentes.

Wellington negou ter confundido deliberadamente os conceitos e mencionou sua formação como médico-veterinário ao argumentar que possui conhecimento suficiente para distinguir as situações.

“Você acha que eu faria uma confusão dessa?”, questionou.

Senador cita recursos para Casa do Autista

Ao comentar sua atuação relacionada às pessoas autistas, Wellington afirmou que conseguiu retomar o tema em outro momento do debate. Ele também citou a destinação de uma emenda de R$ 6 milhões para a construção da Casa do Autista, em Cuiabá, como exemplo de iniciativa voltada à área.

O candidato declarou ter sensibilidade com políticas destinadas às pessoas com deficiência e afirmou que já atuou para evitar a retirada de recursos direcionados a esse público.

“Desumano é quem não quer cuidar das crianças deficientes do país e de Mato Grosso”, disse.

A controvérsia surgiu durante o primeiro debate entre os candidatos ao Palácio Paiaguás nas eleições de 2026. Além de Wellington e Pivetta, a candidata Natasha Slhessarenko (PSD) também participou do encontro, promovido pela Centro América FM e pelo portal Primeira Página.

Questionado sobre a possibilidade de adversários explorarem o episódio durante a campanha para colocar em dúvida seu conhecimento sobre neurodivergência, Wellington afirmou que o registro completo de suas declarações permitiria esclarecer o ocorrido.

O senador também acusou integrantes de grupos adversários de divulgarem trechos editados de suas falas de forma que, segundo ele, alteraria o contexto do que foi dito.

Com o episódio repercutindo durante a campanha eleitoral, a discussão passou a envolver não apenas as propostas para inclusão de pessoas neurodivergentes, mas também a maneira como as declarações dos candidatos foram apresentadas e compartilhadas após o debate.