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Mudanças nas chapas acirram disputa entre União Progressista e Republicanos em Mato Grosso

As últimas movimentações na composição das chapas para deputado federal aumentaram a tensão entre integrantes da Federação União Progressista, formada por União Brasil e PP, e o Republicanos em Mato Grosso. As alterações feitas após a definição da chapa majoritária provocaram um efeito em cadeia e mexeram diretamente com os cálculos para a disputa por vagas na Câmara dos Deputados.

Um dos principais pontos da reviravolta foi a saída de Fábio Garcia (União Brasil) da condição de candidato a vice-governador de Otaviano Pivetta (Republicanos). Garcia retornou à corrida por uma cadeira de deputado federal, enquanto Gisela Simona (União Brasil) assumiu a vaga de vice na chapa de Pivetta. A mudança foi posteriormente validada pelo Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT).

O retorno de Fábio Garcia à disputa proporcional obrigou a Federação União Progressista a reorganizar sua nominata. Nesse processo, Paulo José (PP), que havia sido apresentado como candidato a deputado federal, anunciou o recuo de seu projeto eleitoral.

O empresário Ednei Blasius também deixou a corrida eleitoral. Depois da desistência, ele anunciou apoio à candidatura de Nilson Leitão (PP) para deputado federal, reduzindo mais uma vez o número de nomes que vinham sendo trabalhados pela federação.

Outro episódio que aumentou o desconforto envolve Aline Félix, primeira-dama de Nova Mutum. Ela estava anteriormente ligada ao União Brasil e passou para o Republicanos em meio às articulações eleitorais. Embora inicialmente fosse considerada para uma candidatura a deputada estadual, acabou entrando na disputa por uma vaga na Câmara dos Deputados pelo Republicanos. Registros eleitorais divulgados neste mês confirmam Aline como candidata a federal pela legenda.

Nos bastidores, a mudança é vista como especialmente sensível porque acrescenta força à nominata do Republicanos enquanto coloca mais uma candidatura na disputa direta pelo eleitorado que também está no radar da União Progressista.

As alterações ganham ainda mais importância diante da matemática eleitoral para a Câmara Federal. União Progressista, Republicanos e PL trabalham para ampliar suas bancadas e também miram a distribuição das vagas que podem ser definidas pelas sobras eleitorais.

Nesse cenário, desistências, mudanças partidárias e transferências de apoio deixam de ser apenas ajustes internos e passam a interferir diretamente nas estratégias das legendas. O resultado é um ambiente de crescente rivalidade entre grupos que, embora estejam próximos na disputa majoritária, enfrentam interesses concorrentes na eleição proporcional.