Polícia Civil faz buscas em UBS e investiga suposto uso irregular de medicamentos e estrutura do SUS
A Polícia Civil de Barra do Garças, por meio da 1ª Delegacia de Polícia, cumpriu nesta quinta-feira (27) mandados de busca e apreensão relacionados a uma investigação que apura possíveis irregularidades envolvendo profissionais da área da saúde.
A apuração investiga, em tese, a prática dos crimes de peculato e de falsificação, corrupção, adulteração ou alteração de produto destinado a fins terapêuticos ou medicinais.
As diligências ocorreram em Barra do Garças e também em outro município. O objetivo é esclarecer suspeitas relacionadas à utilização de estrutura, equipamentos e insumos pertencentes a uma unidade pública de saúde.
Segundo os elementos levantados até o momento, os investigados são profissionais da saúde que exerciam funções em uma Unidade Básica de Saúde (UBS). Um deles atuava como médico, enquanto outro exercia a função de enfermeiro responsável técnico.
A investigação busca verificar se havia comercialização clandestina de medicamentos e realização de aplicações medicamentosas dentro da própria unidade pública. Também existe suspeita de que estrutura e insumos pertencentes ao Sistema Único de Saúde (SUS) tenham sido utilizados de forma indevida.
Durante o cumprimento das determinações judiciais, os policiais fizeram buscas em consultórios, salas de trabalho e espaços utilizados para guardar medicamentos. Foram vistoriados armários, gavetas, bolsas, caixas organizadoras, refrigeradores e outros compartimentos autorizados pela Justiça.
As ordens judiciais também permitiram a apreensão de medicamentos, substâncias injetáveis, receituários, documentos, registros administrativos, anotações, comprovantes de pagamentos e demais materiais que possam auxiliar na apuração.
Os agentes ainda procuraram aparelhos celulares, computadores, notebooks, tablets, mídias digitais e outros dispositivos eletrônicos. Caso tenham sido apreendidos, esses equipamentos poderão ser submetidos a procedimentos de preservação, extração e perícia de dados, respeitando os limites determinados judicialmente.
Como as diligências ocorreram em uma unidade pública de saúde que permanecia em funcionamento, a Polícia Civil informou que os trabalhos foram realizados de maneira técnica e discreta. A intenção foi preservar possíveis provas sem provocar interrupções desnecessárias no atendimento prestado à população.
As investigações continuam para determinar como os fatos teriam ocorrido, verificar eventual uso irregular de recursos e materiais públicos e apurar a possível responsabilidade dos envolvidos.
A Polícia Civil destacou que os profissionais investigados não são considerados culpados, já que o caso ainda está em fase de apuração e deve respeitar todas as garantias previstas na legislação.






