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Empresários são presos em operação da PF que apura comércio ilegal de 17 kg de ouro e movimentação de R$ 5,2 milhões

Os empresários José Roberto Ribeiro e Geraldo Henrique Costa Neto foram identificados como os dois presos preventivamente durante a Operação Arcanjo, deflagrada pela Polícia Federal nesta sexta-feira (28). A investigação apura a atuação de um grupo suspeito de negociar ouro extraído ilegalmente em Mato Grosso e encaminhar o minério para São Paulo, onde parte do material seria utilizada na fabricação e comercialização de joias.

Segundo informações repassadas à reportagem, os dois empresários foram detidos em suas residências, localizadas no condomínio Alphaville, em Cuiabá. Durante o cumprimento das ordens judiciais, celulares e computadores também foram apreendidos para análise.

A Polícia Federal informou ainda ter localizado diversas joias de ouro durante as buscas realizadas contra alvos da operação. Conforme a investigação, a matéria-prima utilizada nas peças teria origem irregular e seria transportada de Mato Grosso para o interior paulista.

As apurações indicam que os investigados participariam de diferentes etapas da cadeia de negociação do minério, incluindo aquisição, circulação e comercialização do ouro, além de supostas ações destinadas a ocultar os recursos obtidos com as transações.

De acordo com a PF, as operações sob investigação movimentaram mais de R$ 5,2 milhões. Os investigadores também identificaram negociações envolvendo aproximadamente 17,3 quilos de ouro.

A análise financeira realizada no decorrer do inquérito apontou a existência de uma estrutura composta por fornecedores, operadores financeiros, intermediários, responsáveis pelo transporte e compradores do minério.

Conforme a investigação, o fluxo do ouro teria início na região de Poconé, em Mato Grosso, seguindo posteriormente para São José do Rio Preto, no interior de São Paulo. Na cidade paulista, o material seria recebido e mantido em um estabelecimento utilizado para armazenamento e comercialização.

Os investigadores também apuram a utilização de mecanismos que teriam como finalidade ocultar ou dissimular a origem e a movimentação dos valores relacionados às negociações.

Operação cumpre 24 mandados

A Operação Arcanjo foi deflagrada pela Polícia Federal com o objetivo de desarticular o grupo investigado pela aquisição e comercialização de ouro de origem supostamente ilícita.

Ao todo, foram expedidos 22 mandados de busca e apreensão e dois mandados de prisão preventiva. As ordens judiciais são cumpridas em Cuiabá, Várzea Grande, Poconé e Pontes e Lacerda, em Mato Grosso, além de Campo Grande, em Mato Grosso do Sul, e São José do Rio Preto, em São Paulo.

Segundo a Polícia Federal, os fatos apurados poderão caracterizar, em tese, crimes de usurpação de matéria-prima pertencente à União, lavagem de dinheiro e associação criminosa.

As responsabilidades individuais dos investigados ainda serão apuradas no decorrer do processo, e as acusações dependem de análise e decisão da Justiça.