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Pesquisas apontam empate técnico entre Wellington e Pivetta e indicam possível 2º turno inédito em MT

Duas pesquisas nacionais realizadas em períodos diferentes e com metodologias distintas apresentam um cenário semelhante na corrida pelo Governo de Mato Grosso. Wellington Fagundes (PL) aparece numericamente na primeira colocação, mas permanece em empate técnico com Otaviano Pivetta (Republicanos). Os levantamentos também sinalizam a possibilidade de uma disputa de segundo turno, situação que nunca ocorreu em uma eleição para governador no Estado.

Na pesquisa Quaest, realizada entre os dias 21 e 24 de agosto, Wellington registrou 27% das intenções de voto, enquanto Pivetta apareceu com 23%. A diferença de quatro pontos percentuais entre os dois está dentro do intervalo considerado de empate técnico, levando em conta a margem de erro de três pontos percentuais.

Natasha Slhessarenko (PSD) alcançou 8% nesse levantamento. Ao mesmo tempo, 29% dos entrevistados ainda não haviam definido em quem votar.

Cerca de duas semanas depois, uma pesquisa da AtlasIntel voltou a apresentar Wellington e Pivetta nas duas primeiras posições. O senador marcou 34,4% das intenções de voto, enquanto o vice-governador chegou a 30,8%. A distância entre ambos foi de 3,6 pontos percentuais, novamente mantendo os candidatos tecnicamente próximos diante da margem de erro informada de três pontos.

No levantamento da AtlasIntel, Natasha apresentou percentual mais elevado e chegou a 23,2%.

Quando considerados somente os votos válidos calculados pelo instituto, Wellington aparece com 36,7%, Pivetta registra 32,8% e Natasha alcança 24,7%. Nesse cenário, nenhum dos três principais candidatos atinge a maioria necessária para decidir a eleição ainda no primeiro turno.

Pesquisas usam metodologias diferentes

Apesar das semelhanças encontradas na liderança da disputa, os resultados da Quaest e da AtlasIntel não podem ser analisados como se representassem uma evolução direta das intenções de voto.

Os institutos fizeram suas pesquisas em períodos distintos e também utilizaram metodologias diferentes para chegar aos entrevistados.

A Quaest realizou entrevistas presenciais com 804 eleitores em seus domicílios. A definição da amostra aconteceu em três etapas, começando pela escolha de 25 municípios, seguida pela seleção de setores censitários e, posteriormente, dos participantes dentro de cada área. As entrevistas ocorreram entre 21 e 24 de agosto.

Já a AtlasIntel entrevistou 1.209 eleitores entre os dias 4 e 9 de setembro utilizando a metodologia conhecida como Random Digital Recruitment.

Nesse sistema, os participantes são recrutados enquanto navegam pela internet em áreas geolocalizadas. Posteriormente, a amostra recebe ajustes estatísticos levando em consideração fatores como gênero, faixa etária, escolaridade, renda, região e comportamento eleitoral anterior.

Por essa razão, não é possível concluir diretamente que Wellington tenha aumentado de 27% para 34,4%, nem que Pivetta tenha avançado de 23% para 30,8%.

O principal ponto em comum entre os levantamentos é que, mesmo utilizando períodos, tamanhos de amostra e formas de coleta diferentes, ambos colocaram Wellington numericamente na liderança e Pivetta suficientemente próximo para caracterizar um cenário de empate técnico.

Mato Grosso pode ter segundo turno pela primeira vez

Além da proximidade entre os principais candidatos, os números despertam atenção por uma característica histórica das eleições em Mato Grosso.

Desde a adoção do sistema de dois turnos para os governos estaduais após a Constituição Federal de 1988, Mato Grosso nunca precisou realizar uma segunda votação para definir seu governador. Até agora, todas as eleições para o comando do Palácio Paiaguás foram decididas no primeiro turno.

A legislação eleitoral estabelece a realização de segundo turno quando nenhum dos candidatos consegue obter a maioria absoluta dos votos válidos na primeira votação. Nesse caso, os dois mais votados seguem para uma nova eleição.

Os resultados das pesquisas, entretanto, não permitem afirmar que o segundo turno já esteja definido.

Na Quaest, o elevado percentual de eleitores indecisos ainda poderia provocar mudanças significativas no cenário eleitoral. Já a AtlasIntel, realizada posteriormente, apresentou uma distribuição maior das intenções de voto entre os principais concorrentes e mostrou os três primeiros colocados com menos de 40% dos votos válidos.

Diante desse quadro, os levantamentos indicam atualmente uma disputa aberta pelo Governo de Mato Grosso e mantêm no horizonte a possibilidade de o Estado enfrentar, pela primeira vez, um segundo turno para governador.

A pesquisa Quaest está registrada sob os números MT-04846/2026 e BR-00817/2026. O levantamento da AtlasIntel foi registrado sob os números MT-02766/2026 e BR-08540/2026.

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