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Após 11 anos, Justiça encerra recuperação judicial de grupo com dívida superior a R$ 2,9 milhões

A Justiça de Mato Grosso determinou, em setembro de 2026, o encerramento do processo de Recuperação Judicial da Auto Peças e Ferragens São Cristóvão Ltda. e das demais empresas que integravam o procedimento. Conforme consta nos autos, o passivo ultrapassava R$ 2,9 milhões.

A recuperação judicial havia sido iniciada em 19 de maio de 2015, com a finalidade de permitir a reorganização financeira das empresas e garantir a continuidade das atividades empresariais durante o período de dificuldades econômicas.

O Plano de Recuperação Judicial foi aprovado pelos credores em 12 de agosto de 2019. Posteriormente, em 11 de novembro de 2020, o documento recebeu homologação do Poder Judiciário, dando início à etapa de acompanhamento do cumprimento das obrigações estabelecidas.

Com a decisão de encerramento, chega ao fim o período de fiscalização judicial previsto na Lei nº 11.101/2005, que regulamenta a recuperação judicial e a falência de empresas no país. A partir de agora, o grupo passa a seguir suas atividades sem a supervisão existente durante o processo de reestruturação.

O procedimento foi acompanhado juridicamente pelo escritório Mestre Medeiros Advogados Associados, que atuou na condução da recuperação judicial até a conclusão dessa fase.

A trajetória do Grupo São Cristóvão teve início como um empreendimento familiar voltado ao comércio de autopeças. A empresa começou com uma pequena unidade e, ao longo dos anos, ampliou as operações até chegar a três estabelecimentos.

Com o crescimento, entretanto, surgiram dificuldades que passaram a comprometer a situação financeira do grupo. Entre os fatores apontados estão mudanças na administração e na estrutura familiar, problemas enfrentados por algumas unidades, queda nas vendas e aumento da inadimplência.

O cenário também foi afetado por obras viárias que dificultaram o acesso a uma das lojas e por interrupções no fornecimento de serviços considerados essenciais para a operação. Paralelamente, a redução das margens de lucro e a elevação dos custos tributários e operacionais aumentaram a pressão financeira sobre as empresas.

Diante desse conjunto de dificuldades, o grupo recorreu à Recuperação Judicial como forma de reorganizar suas dívidas e preservar suas atividades.

Ao longo do processo, foram promovidas Assembleias Gerais de Credores, discutidas novas condições de pagamento e acompanhada a execução das medidas estabelecidas no plano aprovado.

Depois de mais de uma década desde o início do procedimento e após o cumprimento das etapas previstas, a Justiça decretou o encerramento da Recuperação Judicial.

A decisão encerra o ciclo de reestruturação iniciado em 2015 e abre uma nova fase para o Grupo São Cristóvão, que passa a conduzir suas atividades empresariais fora do regime de supervisão judicial.

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