Pesquisa coloca Pedro Taques à frente de Carlos Fávaro na disputa pelo Senado em Mato Grosso
A formação de uma aliança entre partidos do campo progressista em Mato Grosso passou a chamar atenção após a divulgação de uma nova pesquisa eleitoral nesta segunda-feira (24). O levantamento do Instituto Paraná aponta o ex-governador Pedro Taques (PSB) numericamente à frente do senador Carlos Fávaro (PSD), seu atual aliado e companheiro de chapa na disputa pelo Senado.
Segundo a pesquisa, Taques registra 16,5% das intenções de voto, enquanto Fávaro aparece com 14,6%, uma diferença de 1,9 ponto percentual.
Na liderança está o governador Mauro Mendes (União), com 52,3%. Em seguida aparece Janaina Riva (MDB), com 33,7%, enquanto José Medeiros (PL) soma 18,8%.
O resultado ganha destaque principalmente pelo histórico político entre Fávaro e Taques. Fávaro foi vice-governador durante a administração de Pedro Taques, mas deixou o cargo em 2018. Naquele período, os dois romperam politicamente, e Fávaro passou a fazer críticas à gestão do então governador.
Oito anos depois, antigos adversários voltaram a dividir o mesmo palanque por meio da articulação de uma chapa que reúne partidos do campo progressista para a eleição deste ano.
Fávaro tem defendido publicamente a composição como uma conquista política, ressaltando a união de diferentes legendas de centro-esquerda. No entanto, o desempenho de Taques na pesquisa acrescenta um novo elemento à disputa interna da aliança, já que ambos concorrem às duas vagas disponíveis para o Senado em Mato Grosso.
Caso Taques mantenha crescimento nas pesquisas e amplie a diferença sobre Fávaro, a aliança poderá fortalecer justamente um concorrente direto do senador dentro da mesma chapa.
O levantamento também apresenta Coronel Darwin (Democrata) com 4,7%, Professor Nelson Ferreira (Agir) com 4,1%, Galvan (Avante) com 4%, Margareth Buzetti (PP) com 1,8% e Beny Godoy (Agir) com 1,1%.
Como Mato Grosso escolherá dois senadores, cada participante da pesquisa pôde indicar até dois candidatos. Por esse motivo, a soma dos percentuais apresentados no levantamento ultrapassa 100%.






