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Thiago Boava reclama de espaço no PL, mas repasses do fundo eleitoral seguem padrão de outros candidatos

Thiago Boava (PL), viúvo da ex-deputada federal Amália Barros, tem afirmado que enfrenta resistência dentro do próprio partido durante a campanha eleitoral. Segundo ele, integrantes ligados ao grupo do senador Wellington Fagundes (PL) estariam dificultando sua candidatura.

Entre os pontos levantados por Boava está o volume de recursos recebido do fundo eleitoral do Partido Liberal. Até o momento, sua campanha contou com um repasse de R$ 400 mil.

Os valores destinados a outros candidatos homens sem mandato, entretanto, indicam tratamento semelhante dentro da legenda. Dr. Giovani Mendes e Gilberto Mello também receberam R$ 400 mil cada.

Já candidatos que atualmente exercem mandato receberam quantias superiores. Coronel Assis foi contemplado com R$ 2,1 milhões, enquanto Rodrigo da Zaeli recebeu R$ 2,6 milhões. O vereador Ranalli teve R$ 1 milhão destinado à campanha.

No caso da deputada Coronel Fernanda, candidata à reeleição, o repasse chegou a R$ 3 milhões. A distribuição de recursos para candidaturas femininas, porém, também está submetida às regras específicas previstas na legislação eleitoral, que estabelece a aplicação proporcional de recursos conforme o número de mulheres candidatas, respeitando o percentual mínimo previsto em lei.

Outras candidatas do partido também receberam valores acima dos R$ 400 mil destinados a Boava. Gislaine Yamashita e Luiza Boer, por exemplo, receberam R$ 600 mil cada.

Diante dos números, a alegação de que o valor recebido por Thiago Boava seria resultado de um tratamento desfavorável dentro do PL não encontra, ao menos na comparação apresentada, uma diferença em relação a outros candidatos masculinos sem mandato que receberam o mesmo montante.

Boava possui proximidade política com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, relação que lhe proporciona projeção dentro do campo político ligado ao partido. Esse apoio, no entanto, não estabelece automaticamente prioridade ou regra diferenciada para a distribuição dos recursos do fundo eleitoral.