Hanseníase: Frente Parlamentar debate ações para combater doença em Mato Grosso
Primeira reunião discutiu publicidade, capacitação de profissionais e integração entre instituições para enfrentar a hanseníase, que registrou maior taxa de detecção no país em 2023.
A Assembleia Legislativa de Mato Grosso realizou a primeira reunião da Frente Parlamentar de Atenção à Hanseníase, com foco em ações práticas e imediatas para combater a doença.
Durante o encontro, os parlamentares e representantes da saúde pública discutiram estratégias de comunicação, capacitação técnica e articulação entre órgãos estaduais, municipais e de controle externo.
A superintendente da Vigilância Sanitária da SES, Alessandra Moraes, destacou a importância da união institucional para iniciar o enfrentamento da hanseníase de forma coordenada e efetiva.
Ela reforçou que o apoio da Assembleia Legislativa será essencial para impulsionar campanhas educativas, mobilizar os municípios e integrar esforços com conselhos de saúde regionais.
Segundo dados do Ministério da Saúde, Mato Grosso liderou os casos da doença entre janeiro e novembro de 2023, com 3.927 registros confirmados em diversas regiões.
O Maranhão ficou em segundo lugar, com 2.086 casos no mesmo período, evidenciando o avanço da hanseníase em áreas com baixa cobertura de informação e tratamento.
A assessora técnica do TCE, Mariângela Souza, explicou que a Frente surgiu após seminário realizado pelo Tribunal, com recomendações práticas à Secretaria Estadual de Saúde.
Entre as medidas, está a intensificação da publicidade preventiva e o fortalecimento da vigilância para promover diagnósticos rápidos e tratamento gratuito à população mato-grossense.
Além disso, as ações da Frente também buscam combater o estigma associado à hanseníase, uma das maiores barreiras enfrentadas por quem convive com a doença.
A fisioterapeuta Ingridh Farina explicou que apenas 10% da população desenvolve hanseníase, pois a maioria possui imunidade suficiente para bloquear o avanço do bacilo.
Ela reforçou que o preconceito prejudica a procura por diagnóstico precoce, dificultando o controle da doença e favorecendo sua permanência em áreas vulneráveis do estado.
A Frente Parlamentar, instalada em abril, é composta pelos deputados Dr. João, Dr. Eugênio, Lúdio Cabral, Paulo Araújo e Sebastião Rezende, representantes de diferentes partidos.







