Eraí Maggi atua para evitar crise nas exportações com os EUA
O megapro-dutor Eraí Maggi articula com empresários dos EUA e pressiona governo brasileiro para negociar diante da taxação de 50% nas exportações aos norte-americanos.
Eraí Maggi, maior produtor individual de soja do mundo, articula com empresários dos EUA e pressiona o governo para negociar medidas contra nova taxação norte-americana.
A partir de sexta-feira (1º), exportações brasileiras sofrerão taxação de 50%. Por isso, Maggi tenta mitigar impactos e evitar prejuízos para os dois países envolvidos.
Ele afirma que os efeitos atingirão principalmente o Brasil, já que o país importa mais dos EUA do que exporta, o que agrava o impacto na balança comercial.
As ações de Eraí incluem diálogos com industriais americanos. Ao mesmo tempo, ele nega motivações políticas e diz buscar soluções econômicas viáveis e sustentáveis.
Um dos focos da articulação é a Embraer, que depende fortemente das exportações aos EUA. A empresa teme cancelamentos de contratos e queda brusca no faturamento.
A XP Investimentos estima que 24% da receita da Embraer vem dos EUA. Por isso, o prejuízo pode ser bilionário, afetando inclusive o setor de aviação nacional.
Entre os principais produtos afetados estão aeronaves, papel e celulose, autopeças, equipamentos, alimentos e bens de alto valor agregado do agronegócio brasileiro.
Mesmo com forte presença na China e Europa, os EUA são fundamentais por agregarem mais valor às exportações brasileiras, sobretudo nos setores estratégicos da economia.
Maggi defende o diálogo e acredita no bom senso. Segundo ele, o momento exige equilíbrio e ajustes para estabilizar os mercados e preservar empregos e investimentos.
O produtor ressalta que a crise afeta todo o país. Dessa forma, cobra ações imediatas dos governos para impedir uma escalada de perdas no comércio internacional.







