Voto impresso pode voltar em 2026; senadores de MT apoiam mudança no Código Eleitoral
Senadores Jayme Campos e Margareth Buzetti defenderam a proposta aprovada na CCJ do Senado, que prevê a impressão do voto para auditoria já em 2026.
O Congresso Nacional deve votar neste ano mudanças no Código Eleitoral, incluindo a proposta de retorno do voto impresso nas eleições brasileiras.
A medida ganhou força após questionamentos sobre a segurança das urnas eletrônicas, intensificados com a derrota do ex-presidente Jair Bolsonaro em 2022.
Na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), o destaque aprovado torna obrigatória a impressão do voto registrado pela urna eletrônica, sem contato manual do eleitor.
A emenda, de autoria do senador Esperidião Amin (PP-SC), prevê que cada registro impresso seja depositado em compartimento lacrado e auditável.
Segundo o texto, a votação só será concluída quando o eleitor confirmar que o papel corresponde ao voto digitado. A expectativa é aplicar já em 2026.
O relator, senador Weverton Rocha (PDT-MA), lembrou que medida semelhante foi derrubada pelo STF em 2015, considerada inconstitucional.
Apesar disso, Rocha afirmou que caberá novamente ao Supremo julgar eventual recurso contra a proposta, caso seja aprovada.
Senadores de Mato Grosso favoráveis
Os senadores de Mato Grosso apoiaram a proposta. Bolsonaristas, Jayme Campos (União) e Margareth Buzetti (PP) votaram a favor da medida na CCJ.
Jayme defendeu que o voto impresso dará mais transparência ao processo democrático e aumentará a segurança das eleições brasileiras.
Já Margareth disse acreditar que o sistema impresso ajudará a eliminar desconfianças de parte da população em relação às urnas eletrônicas.
“Metade dos brasileiros desconfia das urnas. Eu não tenho essa desconfiança, mas precisamos acabar com isso e dar tranquilidade ao eleitor”, afirmou Buzetti.
Revisão do Código Eleitoral
Além do voto impresso, o projeto prevê ajustes nas regras de partidos, financiamento de campanhas e prazos eleitorais.
A votação em plenário está prevista para as próximas semanas. Caso seja aprovado, seguirá para análise da Câmara dos Deputados.







