Seis deputados retiram apoio e CPI do Feminicídio é barrada na Assembleia
Proposta da deputada Edna Sampaio perdeu assinaturas após pressão política; autoras ainda buscam apoio para tentar reabrir comissão.
O requerimento para instaurar a CPI do Feminicídio, de autoria da deputada Edna Sampaio (PT), perdeu força na Assembleia Legislativa de Mato Grosso. A proposta, que buscava investigar ações de combate à violência contra mulheres e apresentar soluções para reduzir os crimes, não alcançou o número mínimo de assinaturas necessárias.
Inicialmente, a CPI contava com 11 apoios, chegando a 13 nomes. Porém, na manhã desta quarta-feira (27), data em que seria definida sua abertura, seis deputados retiraram suas assinaturas, reduzindo o total para apenas sete — uma a menos que o exigido para a instalação.
A deputada Janaina Riva (MDB) confirmou a retirada dos apoios pouco antes do fim da sessão. Apesar da derrota momentânea, ela garantiu que o grupo — formado também por Edna Sampaio e Sheila Klener (PSDB) — vai insistir para conquistar a última assinatura.
Segundo Janaina, a CPI teria caráter técnico e investigativo, sem objetivo político contra o governo estadual. “Queremos identificar o volume de orçamento destinado às políticas de proteção, entender os índices de feminicídio e aprofundar nesse tema. Uma CPI pode acessar documentos sigilosos e dimensionar a gravidade do problema”, afirmou.
Nos bastidores, circula a informação de que o governo estadual teria pressionado aliados a retirar apoio, sob risco de represálias, temendo que uma investigação atingisse a gestão do governador Mauro Mendes (União).







