Daniel Monteiro reconhece acordo na Saúde, mas critica postura inicial de Abilio Brunini
Vereador afirma que mudança de atitude do prefeito evitou crise maior no setor, mas cobra transparência sobre números e promessa do Prêmio Saúde.
O vereador Daniel Monteiro (PL) avaliou que o acordo firmado entre a Prefeitura de Cuiabá e os servidores da Saúde evitou um colapso no atendimento público.
Apesar de reconhecer o avanço, o parlamentar criticou a forma como o prefeito Abilio Brunini (PL) conduziu as negociações nas fases iniciais.
“O prefeito começou muito mal, com ameaças e confusão pública. Depois mudou de postura e conseguiu dialogar de verdade”, afirmou Monteiro.
Segundo ele, as primeiras reuniões foram marcadas por embates e protestos, mas o diálogo direto com os servidores abriu caminho para o consenso.
“Foi a primeira vez que vi diálogo real. Se ele não tivesse mudado a atitude, não teríamos chegado a acordo nenhum”, completou.
O novo modelo de adicional de insalubridade, aprovado pela Câmara e sancionado pela Prefeitura, passou a valer em 16 de outubro.
A medida incorpora o adicional ao salário base, levando em conta o tempo de serviço e o grau de exposição de cada profissional.
Os percentuais definidos são de 10% (grau mínimo), 20% (grau médio) e 40% (grau máximo), conforme progressão na carreira.
A mudança atende a uma recomendação do Ministério Público, que considerava o formato anterior irregular.
Monteiro destacou que o acordo reduziu parte das perdas salariais da categoria. “Do 100% que o servidor ia perder, recuperamos quase 50%. Evitamos o pior”, disse.
Mesmo assim, o vereador alertou que ainda há insegurança sobre o futuro do Prêmio Saúde, promessa feita por Abilio para compensar os cortes.
“Não sei se ele vai cumprir. Falta clareza sobre o impacto financeiro. Ouvi três versões diferentes sobre os valores economizados”, criticou.
Monteiro afirmou que recebeu dados conflitantes do Executivo. “O prefeito disse que o custo era R$ 4 milhões, um secretário falou R$ 2 milhões. Ninguém apresenta número oficial.”
Para o parlamentar, a falta de transparência nas contas da Prefeitura gera desconfiança entre os servidores e atrapalha a reconstrução da confiança no diálogo.
“O acordo evitou o caos, mas não dá pra comemorar. A categoria ainda sente o peso das perdas”, finalizou Monteiro.







