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Jayme Campos adota tom de candidato e defende projeto “grandioso” para Mato Grosso em 2026

Senador quer construir aliança ampla e afirma que o União Brasil precisa decidir democraticamente se terá candidatura própria ao governo estadual

O senador Jayme Campos (União Brasil) adotou um discurso com tom de pré-candidato ao defender a construção de um projeto “grandioso” para disputar o Governo de Mato Grosso em 2026. Em entrevista nesta terça-feira (28), durante a abertura do Congresso Mundial da Carne 2025 (World Meat Congress), o parlamentar afirmou que o Estado precisa de um modelo de gestão mais humano e voltado às pessoas mais humildes.

“Quero construir um projeto grandioso para Mato Grosso e fazer o que muitos governadores não fizeram diante das mudanças e transformações dos últimos tempos. Temos que humanizar o governo estadual, permitir investimentos para os mais humildes, melhorar a segurança pública e a saúde”, declarou o senador.


Rumo a 2026

As declarações de Jayme acontecem em meio às articulações políticas para as eleições do próximo ano. Aliados do senador começaram a divulgar um vídeo produzido com inteligência artificial, em que ele aparece pilotando um avião “rumo a 2026”, numa alusão direta à possível candidatura ao governo.

O ex-governador e ex-prefeito de Várzea Grande também tenta construir uma aliança com o senador Wellington Fagundes (PL). Ambos demonstram interesse em disputar o Palácio Paiaguás, mas enfrentam resistência dentro de seus partidos, que hoje caminham para apoiar o vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos).

“Estamos fazendo um trabalho de costura, não só com Wellington Fagundes, mas com outras lideranças regionais. O projeto precisa ser construído com base no diálogo e na união de forças”, reforçou Jayme.


Candidatura pelo União Brasil

Jayme Campos descartou a possibilidade de mudar de partido e cobrou democracia interna dentro do União Brasil para decidir se a legenda lançará candidatura própria.

“Temos que juntar todos e questionar: o União Brasil quer ter candidatura própria? Se a maioria entender que sim, o partido deve entrar na disputa. Agora, fazer política de goela abaixo? Não. Precisamos ter espírito partidário e respeito às decisões internas”, pontuou.

Nos bastidores, aliados avaliam que o senador busca retomar protagonismo político e ocupar um espaço estratégico no debate sucessório, em um cenário que já conta com articulações avançadas entre Pivetta, Fagundes e o grupo bolsonarista.