Cattani pede autorização ao STF para visitar Bolsonaro em prisão domiciliar
Deputado mato-grossense solicita novamente ao ministro Alexandre de Moraes liberação para encontro com o ex-presidente, condenado por tentativa de golpe.
O deputado estadual Gilberto Cattani (PL) protocolou novo pedido ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), solicitando autorização para visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que cumpre prisão domiciliar há mais de 100 dias. Bolsonaro foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado e permanece recluso para evitar risco de fuga, segundo decisão da Corte.
A solicitação, registrada no dia 11 de novembro, reitera outro pedido feito por Cattani em outubro, que ainda não havia sido analisado. No documento, ele afirma ser amigo e correligionário de Bolsonaro e sustenta que “razões político-institucionais e humanitárias” justificariam o encontro.
O parlamentar sugere datas entre os dias 24 e 28 de novembro ou entre 1º e 5 de dezembro, sempre em horário comercial. Cattani destaca que visitas semelhantes já foram autorizadas anteriormente pelo STF.
Outro mato-grossense que recebeu permissão para encontrar Bolsonaro é o deputado federal José Medeiros (PL), pré-candidato ao Senado. A autorização foi solicitada pelo próprio ex-presidente e aprovada por Moraes para uma reunião marcada para 2 de dezembro.
Ambas as visitas têm como objetivo alinhar estratégias políticas para as eleições de 2026. Com Bolsonaro inelegível e cumprindo pena, líderes do chamado “bolsonarismo raiz” em Mato Grosso buscam orientações diretas do ex-presidente sobre alianças, apoios e posicionamentos no próximo pleito.
Cattani pretende discutir cenários eleitorais e buscar um sinal verde para apoiar nomes que podem não integrar formalmente a coligação do PL, como o pré-candidato ao Senado Antônio Galvan (DC). Já Medeiros, considerado um dos principais aliados do ex-presidente no Estado, deverá ouvir de Bolsonaro orientações sobre o apoio ao governo e sobre a segunda vaga ao Senado — a primeira já está reservada ao próprio Medeiros.







