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Fávaro deve estar acostumado com tornozeleira’, diz Abílio Brunini

O prefeito de Cuiabá, Abílio Brunini (PL), reagiu duramente, nesta quinta-feira (27), às declarações do ministro Carlos Fávaro (PSD), que ironizou a prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro.

O prefeito Abílio Brunini (PL) criticou políticos que comemoraram a prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro e rebateu diretamente o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, durante entrevista nesta quinta-feira.

A resposta ocorre após Fávaro ironizar a tentativa de Bolsonaro de violar a tornozeleira eletrônica, afirmando que “quem não sabe usar tornozeleira deve ficar preso”, declaração que irritou bolsonaristas.

Abílio afirmou que o ministro “deve estar acostumado com tornozeleira”, insinuando convivência com figuras condenadas na Lava Jato e associando o comentário de Fávaro ao círculo político do governo federal.

O prefeito também criticou manifestações do ex-governador Blairo Maggi, que minimizou solidariedade a Bolsonaro, afirmando que muitos apoiadores apenas “não querem perder votos” diante da repercussão nacional.

Sem citar diretamente Maggi, Abílio disse que apenas “quem gosta de corrupção ou perdeu espaço na política” estaria comemorando a situação do ex-presidente, que cumpre prisão preventiva em Brasília.

Ele também rebateu declarações do prefeito de Sinop, Roberto Dorner (PL), que classificou Bolsonaro como “carta fora do baralho” e disse que a direita não tem dono no cenário político.

Abílio atribuiu a fala de Dorner a “remorso” pela falta de apoio de Bolsonaro nas eleições municipais de 2024, citando mágoas políticas como motivação predominante para a crítica.

Além das reações políticas, Abílio voltou a defender que empresas possam levar em conta alinhamento ideológico na contratação de funcionários, reforçando que faria isso se a empresa fosse dele.

O prefeito afirmou que contrataria apenas profissionais com pensamento semelhante ao seu e repetiu que não orienta empresários a demitir, mas reforça sua preferência pessoal por alinhamento político.

O posicionamento reacende debate sobre liberdade de expressão e relações de trabalho, sobretudo após as últimas tensões envolvendo aliados e críticos de Bolsonaro em Mato Grosso.