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Zema diz que Fávaro está “iludido pela esquerda” após deboche sobre prisão de Bolsonaro

Romeu Zema criticou o ministro Carlos Fávaro após o pessedista debochar da prisão de Jair Bolsonaro. Governador disse que a esquerda “é sedutora” e “não funciona”.

O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), afirmou que o ministro Carlos Fávaro (PSD) está “iludido pela esquerda”, após o pessedista debochar da prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro.

A declaração foi dada em Cuiabá, na quarta-feira (26), durante evento de governadores realizado no Malai Manso, em Chapada dos Guimarães, que reuniu chefes de estado de todo o país.

Segundo Zema, a esquerda exerce um poder de sedução sobre algumas lideranças, mas não representa o caminho para o futuro do Brasil, especialmente no campo econômico.

“Eu nunca iria participar de um governo do PT. Nunca na minha vida. Porque aquele DNA não leva o Brasil para frente”, afirmou o governador mineiro.

Zema citou ainda figuras que migraram da esquerda para o campo conservador, como o economista americano Thomas Sowell, utilizado frequentemente como referência por movimentos liberais.

Para o mineiro, a mudança de postura de Fávaro representa esse processo de sedução ideológica. “A esquerda ilude, a esquerda é sedutora, e com o tempo as pessoas percebem que não funciona”, disse.

A fala de Zema ocorreu após a repercussão de um vídeo em que Fávaro ri da prisão preventiva de Bolsonaro, dizendo: “Se não sabe usar tornozeleira, tem que ficar preso”.

A declaração irritou líderes da direita, especialmente em Mato Grosso, estado onde Fávaro construiu parte de sua trajetória política apoiando o agronegócio e aliados de Bolsonaro.

O deputado federal José Medeiros (PL) afirmou que o ministro “se aproveitou” da proximidade com o ex-presidente no passado para se fortalecer entre produtores rurais.

Vídeos recuperados nas redes sociais mostram Fávaro ao lado de Bolsonaro durante a campanha de 2020, afirmando estar “alinhado politicamente” ao então presidente.

A troca de farpas ocorre em meio ao acirramento político causado pela prisão preventiva de Bolsonaro, que segue na Superintendência da Polícia Federal em Brasília.