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Daniel Monteiro critica atualização da planta genérica do IPTU e alerta para impacto em bairros populares

Vereador afirma que reajuste pode chegar a 40% no Pedra 90 e acusa Prefeitura de “mentir” ao dizer que aumento atingirá apenas imóveis de alto padrão

O vereador Daniel Monteiro (Novo) criticou, nesta semana, o estudo da Prefeitura de Cuiabá que prevê a atualização da planta genérica de valores para cálculo do IPTU. Segundo ele, a gestão está tentando aplicar o mesmo modelo suspenso pelo Judiciário na administração anterior e usa argumentos falsos ao afirmar que o impacto será maior apenas para imóveis mais caros.

Monteiro classificou como mentira a justificativa de que a revisão seria restrita a áreas nobres. Para o parlamentar, o aumento atingirá diretamente regiões de baixa renda, como o Pedra 90.

“Quando você fala em aumentar 40% do imposto no Pedra 90, não me parece imposto para rico. Isso é mentira. É uma região majoritariamente pobre da cidade, e isso vai pesar no bolso de quem mais precisa”, afirmou.

Atualização por decreto não pode se transformar em aumento, diz vereador

O vereador explicou que a Prefeitura só pode atualizar valores venais por decreto — limitada à variação inflacionária. Qualquer mudança ampla na planta genérica, segundo Monteiro, precisa obrigatoriamente passar pela Câmara Municipal.

“Atualizar valor venal não é aumentar imposto em 30% ou 40%. Atualizar é corrigir pela inflação, coisa de 5%. Se quiser mudar planta genérica, tem que mandar projeto para esta Casa, que foi eleita pelo povo cuiabano”, reforçou.

Monteiro também antecipou seu posicionamento sobre uma eventual votação.

“Eu já me coloco contra toda e qualquer majoração do IPTU neste momento. O cuiabano não aguenta mais pagar a conta da má gestão. É injusto.”

Crítica ao discurso da Prefeitura

O vereador afirmou ainda que a narrativa de que o reajuste será “justo” e concentrado em imóveis de alto padrão não se sustenta tecnicamente.

“É pep talk político. A realidade é outra. O que estão tentando vender para a população não bate com os números. Quem vai sofrer é o trabalhador, o comerciante, a dona de casa. Esse aumento é um equívoco.”

Monteiro ressaltou que a discussão deve ser transparente e ocorrer com base em critérios técnicos, não em decisões “de gabinete”.

“A Prefeitura precisa parar de inventar história e mostrar os estudos completos. Atualização de planta não é brincadeira. Envolve justiça fiscal, capacidade de pagamento e impacto social. Não dá para fazer no improviso.”