Pedro Taques enfrenta resistência para viabilizar candidatura ao Senado em 2026
Ex-governador tenta reconstruir base política no PSB, mas encontra barreiras entre lideranças da centro-esquerda
O ex-governador Pedro Taques articula seu retorno à política por meio de uma candidatura ao Senado em 2026, mas enfrenta forte resistência para consolidar alianças. Após oito anos afastado de disputas eleitorais, Taques encontrou no PSB o partido disposto a entregar-lhe o comando da sigla em Mato Grosso, especialmente após a saída do presidente da Assembleia Legislativa, Max Russi, que migra para o Podemos.
Mesmo com o aval da direção nacional, Taques terá dificuldades para formar um grupo competitivo. O principal entrave está justamente no campo político que ele tenta se reaproximar: a centro-esquerda liderada por Carlos Fávaro (PSD) e pela Federação Brasil da Esperança (PT, PV e PCdoB).
Resistência de Fávaro e esvaziamento do PSB
Taques tenta repetir a estratégia usada em 2010, quando foi eleito senador pelo PDT, alinhado ao centro-esquerda. No entanto, seu histórico de rompimentos e conflitos durante o período em que governou o estado dificulta a reaproximação com antigos aliados.
Segundo militantes e lideranças partidárias, há resistência direta do ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, que foi vice-governador na chapa de Taques em 2014. A relação entre os dois se deteriorou no último ano de gestão, e Fávaro hoje atua para fortalecer seu próprio projeto de reeleição ao Senado.
Além disso, o PSB chega enfraquecido ao novo ciclo eleitoral. A saída de Max Russi leva consigo praticamente todo o grupo político que dava musculatura à sigla no estado. Com isso, Taques assume um partido “esvaziado”, com pouca representação institucional e reduzido alcance territorial.
Lideranças avaliam que, sem estrutura e sem apoio das forças que comandam a esquerda e o centro-esquerda em MT, o ex-governador terá dificuldades para se viabilizar na majoritária.







