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Max Russi diz que LOA foi adiada para garantir análise das emendas

Presidente da Assembleia afirma que orçamento será votado ainda este ano e comenta cenário político com filiação de Pedro Taques ao PSB

O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, deputado Max Russi, explicou que a votação da Lei Orçamentária Anual (LOA) não ocorreu nesta semana para garantir a análise das emendas parlamentares.

Segundo ele, houve entendimento entre os deputados de que era necessário mais tempo para o empenho das emendas impositivas e avaliação de projetos encaminhados recentemente pelo Executivo.

Max afirmou que o cronograma segue mantido e que a intenção do Parlamento é votar o orçamento ainda em 2025, com tranquilidade e responsabilidade fiscal.

De acordo com o presidente, já foram apresentadas 179 emendas ao orçamento, que seguem em análise pelos parlamentares antes da votação final prevista para a próxima sessão.

Ele destacou que o debate é importante e que os deputados ainda têm prazo para discutir ajustes e apresentar novas propostas que considerem necessárias.

Sobre as emendas impositivas, Max afirmou que o governo tem até o fim do ano para efetuar os empenhos, ressaltando que a sinalização da Casa Civil tem sido positiva.

O deputado comentou também a situação das emendas de bancada, que seguem judicializadas, mas permanecerão previstas no orçamento do próximo ano.

Segundo Max Russi, o valor gira em torno de R$ 60 milhões e poderá ser executado caso haja decisão favorável da Justiça ao longo de 2026.

Em relação ao rito de votação, o presidente confirmou que pode haver pedido de vista, o que poderá levar a apreciação final da LOA para o início do próximo ano legislativo.

Ainda assim, garantiu que isso não compromete o funcionamento do Executivo, já que o governo pode operar com base no regime de duodécimos.

No campo político, Max comentou a filiação do ex-governador Pedro Taques ao PSB, avaliando que o partido buscou fortalecer seus quadros em Mato Grosso.

Ele afirmou que Taques chega para organizar a legenda, mas destacou que o cenário eleitoral de 2026 ainda está em construção.

Max também confirmou que deixará o PSB dentro do prazo legal e se filiará ao Podemos no mês de março, junto com prefeitos, lideranças e pré-candidatos.

Segundo ele, a migração partidária será feita dentro da legalidade e sem imposições a aliados políticos.

Ao comentar críticas feitas pela médica Natasha Slhessarenko sobre sua pré-candidatura ao Senado em eleições passadas, Max afirmou que o tema é assunto superado.

O deputado negou ter prejudicado a então pré-candidata e disse que ela teve apoio partidário naquele momento, mas decidiu recuar da disputa.

Para Max Russi, cada liderança deve assumir suas decisões políticas e construir projetos olhando para o futuro, sem revisitar disputas antigas.