Governo aponta alto custo e limitações técnicas da Santa Casa
Secretário Gilberto Figueiredo afirma que prédio não atende exigências legais e que Estado prioriza unidades modernas para garantir atendimento de qualidade
O secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo, afirmou que a Santa Casa de Cuiabá apresenta graves limitações estruturais e alto custo de manutenção, o que compromete sua viabilidade operacional.
Segundo o secretário, o prédio não atende às exigências técnicas estabelecidas pelo Ministério da Saúde para habilitação de serviços, como UTI e atendimentos especializados.
Ele explicou que a estrutura é antiga, construída com materiais que exigem manutenção constante, além de apresentar riscos físicos, como quedas de paredes e problemas no telhado.
De acordo com Figueiredo, o Estado paga cerca de R$ 450 mil mensais apenas pela utilização do imóvel, além de aproximadamente R$ 500 mil por mês em manutenção.
Somados aos custos operacionais, o funcionamento da Santa Casa chega a aproximadamente R$ 20 milhões mensais, sem possibilidade de ampliação de serviços por limitações legais.
O secretário destacou que o Governo de Mato Grosso optou por investir na reforma de unidades existentes e na construção de novos hospitais, capazes de atender às normas federais.
Segundo ele, os novos hospitais permitem habilitações junto ao Ministério da Saúde, acesso a receitas federais e melhor eficiência na prestação de serviços à população.
Figueiredo ressaltou que os investimentos em saúde no Estado são feitos majoritariamente com recursos próprios, oriundos dos impostos pagos pelos cidadãos mato-grossenses.
Ele afirmou que, atualmente, não há repasses federais significativos para essas obras, reforçando que o custeio tem sido assumido pelo governo estadual.
Sobre a Santa Casa, o secretário explicou que a requisição administrativa segue válida até abril, período em que a quarta fase de um novo hospital entra em operação.
Caso não haja solução definitiva até essa data, o Estado poderá prorrogar a medida ou tomar nova decisão administrativa, conforme a necessidade assistencial.
Figueiredo garantiu que nenhum paciente será abandonado, afirmando que o governo manterá a assistência, seja por migração para outras unidades ou por contratos com nova gestão.







