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No comando do PSB, Taques prega união e tenta evitar debandada

Novo presidente estadual diz que saída de Max Russi foi consensual, defende diálogo interno e afirma que missão é manter prefeitos e vereadores no partido

O ex-governador e ex-senador Pedro Taques assumiu a presidência estadual do PSB em Mato Grosso já com um desafio central: evitar uma debandada interna após a saída do deputado estadual Max Russi, que deixou o comando da sigla e deve se filiar ao Podemos para as eleições deste ano.

Atualmente, o PSB possui uma estrutura relevante no Estado, com 15 prefeitos e cerca de 150 vereadores, base construída em grande parte durante a gestão de Max Russi. A preocupação da nova direção é preservar esse capital político, mesmo diante do risco de migração de aliados para outras legendas.

Ao comentar a transição, Taques adotou um tom conciliador e fez questão de reconhecer o trabalho do antecessor. Segundo ele, a mudança no comando ocorreu por entendimento interno e sem rupturas. Nos bastidores, porém, a prioridade é conter uma saída gradual de lideranças municipais, ainda que vereadores estejam impedidos de trocar de partido até a próxima janela partidária, prevista apenas para 2028.

“Cumprimento o deputado Max, que fez um belo trabalho e fortaleceu o PSB. São 15 prefeitos, 150 vereadores e muitos militantes. A saída foi fruto de entendimento. Assumo com a missão de mostrar a possibilidade de um partido que defenda a Constituição, a democracia e a responsabilidade política”, afirmou Taques em entrevista.

O novo presidente estadual reforçou que não pretende impor decisões nem adotar postura de confronto. “Não posso obrigar ninguém a ficar comigo. Liberdade é liberdade. Vamos conversar, não quero brigar. A ideia é construir com tranquilidade”, destacou.

Taques também afirmou que seu retorno ao centro da articulação política não se limita a um projeto eleitoral pessoal, mas a um senso de responsabilidade institucional diante do cenário político de Mato Grosso. Ele sinalizou que pretende abrir conversas tanto com os quadros internos do PSB quanto com outras forças políticas, ampliando o campo de diálogo.

“Eu tinha decidido não voltar à política, mas tenho responsabilidade com Mato Grosso. Já fui chamado a missões importantes ao longo da minha vida pública. Quero conversar com outros partidos e avaliar o espaço político. No Senado, podem criticar, mas dificilmente alguém dirá que envergonhei Mato Grosso. Dei orgulho ao Estado”, concluiu.