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Chefe de gabinete e assessor são afastados em operação que apura desvio de emendas em Cuiabá

Polícia Civil investiga esquema de devolução de recursos a vereadores; seis pessoas são alvos e houve bloqueio de bens e afastamentos.


A Polícia Civil deflagrou a Operação Gorjeta para investigar um suposto esquema de desvio de emendas parlamentares em Cuiabá, que resultou no afastamento de servidores públicos e de um vereador. Além do vereador Chico 2000 e do empresário João Nery Chiroli, outras quatro pessoas foram identificadas como alvos da investigação.

Entre os investigados estão Rubens Vuolo Júnior, chefe de gabinete de Chico 2000; Joacyr Conceição Silva, assessor do vereador Mário Nadaf; além de Alex Jony Silva e Magali Gayba Felismirni Chiroli. Chico 2000, Rubens Vuolo Júnior e Joacyr Conceição Silva foram afastados de suas funções por decisão judicial.

Segundo as investigações, o grupo teria se associado para direcionar emendas parlamentares a um instituto e a uma empresa, com parte dos recursos sendo posteriormente “devolvida” ao vereador responsável pela destinação da emenda, caracterizando possível esquema de corrupção.

Medidas judiciais

A Justiça determinou a suspensão do exercício da função pública de dois servidores da Câmara Municipal de Cuiabá e de um vereador, com afastamento do mandato parlamentar. Também foram impostas medidas cautelares a seis investigados, como a proibição de manter contato entre si e com testemunhas, de acessar dependências da Câmara Municipal e da Secretaria Municipal de Esportes, além da restrição de saída da comarca e da entrega de passaportes.

A presidente da Câmara Municipal de Cuiabá, Paula Calil (PL), afirmou que o Legislativo não é alvo da operação e que apenas cumpriu determinações judiciais. Segundo ela, a Câmara segue colaborando com as autoridades “com serenidade, transparência e respeito às decisões judiciais”.

Bloqueio de bens e contratos

A decisão judicial também proibiu o Poder Executivo e o Legislativo de Cuiabá de contratar ou nomear qualquer um dos investigados. Houve o bloqueio inicial de R$ 676.042,32 em contas bancárias de nove pessoas físicas e jurídicas, além do sequestro de sete veículos, uma motocicleta, uma embarcação, um reboque e quatro imóveis.

Ainda foi determinada a suspensão das atividades do instituto investigado, bem como a realização de auditorias, pela Controladoria-Geral do Município, em todos os termos de parceria firmados com a Prefeitura de Cuiabá. O município também está proibido de efetuar pagamentos ou firmar novos contratos com as duas empresas investigadas.

Deu na Gazeta