Secretário aguarda convocação para assumir vaga de vereador após afastamento em operação
Suplente do PL deve deixar cargo na Prefeitura de Cuiabá para reassumir cadeira na Câmara Municipal, após afastamento judicial de parlamentar investigado por desvio de emendas.
O secretário-adjunto da Prefeitura de Cuiabá, Fellipe Corrêa (PL), afirmou que aguarda a convocação oficial da Mesa Diretora da Câmara Municipal para assumir a vaga deixada pelo vereador Chico 2000, afastado do mandato nesta segunda-feira (27) por decisão judicial no âmbito da Operação Gorjeta. A investigação apura um suposto esquema de desvio de recursos públicos por meio de emendas parlamentares destinadas ao município.
De acordo com o regimento interno da Casa, a Câmara tem prazo de até 30 dias para formalizar a convocação do suplente. Para assumir a cadeira no Legislativo, Fellipe deverá ser exonerado, a pedido, da função que ocupa atualmente no Executivo municipal, onde atua como secretário-adjunto responsável pela articulação institucional com o Parlamento.
A pasta à qual está vinculado integra a Secretaria Municipal de Governo. Segundo ele, a transição será feita dentro dos trâmites legais, assim que houver a oficialização da convocação.
Em declaração à imprensa, o suplente destacou que pretende concentrar sua atuação em projetos considerados prioritários para a capital, caso reassuma o mandato.
“Ajudar Cuiabá e a gestão municipal a melhorar a vida das pessoas, além de retomar projetos que considero importantes, alguns já em andamento e outros ainda em fase de estruturação”, afirmou.
Entre as iniciativas citadas estão ações voltadas à redução da reincidência da violência contra a mulher e projetos ligados ao fortalecimento da agricultura familiar na Baixada Cuiabana.
Esta não será a primeira vez que Fellipe Corrêa ocupa uma cadeira na Câmara. Em maio de 2025, ele já havia assumido temporariamente o mandato do mesmo vereador, que à época também foi afastado judicialmente durante outra investigação envolvendo suspeitas de irregularidades em contratos públicos.
Caso o primeiro suplente não possa assumir o cargo dentro do prazo legal, a vaga deverá ser ocupada pelo segundo suplente do partido, conforme estabelece a legislação eleitoral.







