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Deputados cobram pagamento de emendas e Casa Civil promete avanço nos repasses em Mato Grosso

Queixas sobre atraso mobilizam parlamentares e secretário garante regularização de valores até o fim do mês

Reclamações de deputados estaduais sobre atraso no pagamento de emendas parlamentares voltaram a gerar tensão na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT).

Diante das cobranças, o presidente da Casa, Max Russi, afirmou que o chefe da Casa Civil, Fábio Garcia, garantiu avanço no pagamento dos repasses até o final deste mês.

As reclamações partem principalmente dos deputados Janaína Riva, Wilson Santos e Lúdio Cabral, que alegam demora na liberação dos recursos.

Segundo Russi, o compromisso foi assumido por Fábio Garcia antes de deixar o cargo, já que ele deverá se desincompatibilizar da função dentro do prazo legal para disputar a reeleição para deputado federal.

“Ele me falou que tem avançado nessa direção e pretende avançar bastante até o final do mês, prazo em que se desincompatibiliza do cargo”, afirmou Russi.

Cobranças na tribuna

O deputado Wilson Santos usou a tribuna da Assembleia para cobrar a regularização dos repasses.

Segundo ele, das emendas impositivas de 2025, que somam R$ 25,7 milhões, menos da metade foi paga até o momento.

O parlamentar afirmou que, caso os pagamentos não sejam regularizados, deputados podem recorrer à Justiça.

“As emendas não são para mim nem para minha família. Se não pagarem, vamos à Justiça exigir o cumprimento. O governo retalha e persegue quem faz contraponto”, declarou.

Situação das emendas

Entre os parlamentares que reclamam do atraso estão:

📌 Janaína Riva

  • R$ 25,25 milhões empenhados
  • R$ 12,73 milhões pagos
  • R$ 10,79 milhões ainda pendentes

📌 Lúdio Cabral

  • R$ 4 milhões empenhados
  • R$ 1,91 milhão pagos
  • R$ 1,88 milhão ainda pendentes

📌 Valdir Barranco

  • R$ 25,51 milhões empenhados
  • R$ 16,52 milhões pagos
  • cerca de R$ 8,48 milhões pendentes

Wilson Santos argumenta que o pagamento das emendas não é opcional, pois os recursos possuem caráter impositivo, ou seja, a execução é obrigatória por lei.

“Quando o governo deixa de pagar, não prejudica o deputado, mas a população que depende dessas emendas”, afirmou.

Possível judicialização

O atraso já levou alguns parlamentares a buscar a Justiça. A deputada Janaína Riva chegou a ingressar com ação para garantir a liberação dos recursos, mas o pedido ainda não foi atendido.

A expectativa agora é que o governo estadual avance nos pagamentos nas próximas semanas para evitar novos conflitos políticos dentro da Assembleia.