Denúncia de assédio leva vítima a pedir CPI e amplia crise política em Cuiabá
Depoimento na Câmara aponta possíveis irregularidades e pressiona vereadores por investigação
Uma denúncia de assédio sexual envolvendo um ex-secretário da Prefeitura de Cuiabá elevou a tensão política na capital e abriu novo capítulo de pressão por investigação.
A vítima foi ouvida na Câmara Municipal e pediu formalmente a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar o caso.
O depoimento ocorreu em comissão especial criada pelo Legislativo e, segundo vereadores presentes, trouxe relatos considerados graves.
Durante a oitiva, a vítima apontou não apenas situações de assédio, mas também indícios de possíveis irregularidades administrativas, incluindo movimentações financeiras que levantaram questionamentos.
A vereadora Maysa Leão afirmou que o pedido de CPI partiu da própria vítima, como forma de garantir apuração completa e evitar que novos casos ocorram.
O caso também gerou repercussão nos bastidores da Câmara, onde há discussões e articulações em torno da abertura da CPI.
Parlamentares defendem que a investigação deve avançar, enquanto outros apontam a necessidade de acompanhar o inquérito na esfera policial antes de qualquer decisão.
A denúncia foi registrada em fevereiro deste ano.
Segundo o boletim de ocorrência, a vítima relata episódios de assédio, constrangimento e pressão durante o período em que atuava diretamente com o então secretário.
Após a repercussão do caso, o acusado deixou o cargo.
O caso reacende o debate sobre transparência e responsabilização dentro da gestão pública, enquanto cresce a cobrança por respostas mais claras diante das denúncias.







