Após prazo de 72 horas, ex-funcionários do Samu cobram resposta sobre demissões na Assembleia Legislativa de MT
Profissionais demitidos protestam e buscam explicações do governo após prazo estabelecido; categoria alerta para impactos no atendimento de urgência em Cuiabá e Várzea Grande.
Ex-funcionários do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) cobraram resposta oficial após o prazo de 72 horas estipulado durante protesto realizado em Cuiabá.
A manifestação ocorreu no dia 28 de março, quando os profissionais pediram revisão das demissões e deram prazo ao Governo de Mato Grosso para esclarecimentos.
Sem retorno considerado satisfatório, o grupo foi até a Assembleia Legislativa de Mato Grosso em busca de respostas sobre os desligamentos.
Os trabalhadores questionam a demissão de mais de 50 profissionais, incluindo condutores, enfermeiros e técnicos que atuavam no atendimento pré-hospitalar.
Segundo a categoria, os desligamentos atingem parte significativa das equipes e podem comprometer o funcionamento do serviço, especialmente em Cuiabá e Várzea Grande.
Durante a mobilização, os ex-servidores buscaram apoio de parlamentares e cobraram posicionamento das autoridades sobre a continuidade do atendimento à população.
A Comissão de Saúde da Assembleia já havia debatido o caso e aprovado a convocação do então secretário estadual para prestar esclarecimentos.
No entanto, mudanças na gestão da Secretaria de Estado de Saúde alteraram o andamento das discussões e aumentaram a incerteza entre os profissionais.
O caso também foi levado ao Ministério Público, com pedido de investigação sobre possíveis impactos das demissões no atendimento do Sistema Único de Saúde.
Em nota anterior, a Secretaria de Estado de Saúde informou que as demissões não devem comprometer o serviço e destacou melhorias após integração com o Corpo de Bombeiros.
Mesmo assim, os profissionais contestam os dados apresentados e afirmam que a redução de equipes pode afetar o tempo de resposta e a cobertura do atendimento.
A mobilização segue ativa e, segundo os trabalhadores, novas manifestações podem ocorrer caso não haja resposta concreta das autoridades.







