Com quase 60 mil indígenas, Mato Grosso ainda enfrenta baixa representatividade política dos povos originários
Apesar de avanços nas eleições recentes, número de indígenas eleitos segue inferior a outros estados, evidenciando desafios como preconceito, falta de recursos e pouca inclusão nos espaços de poder
Mato Grosso, um dos estados com maior população indígena do país, ainda enfrenta baixa representatividade política dos povos originários nos espaços de poder institucional.
Apesar do crescimento nas últimas eleições, o número de indígenas eleitos permanece abaixo do esperado, considerando a quantidade de comunidades presentes no território estadual.
Nas eleições municipais de dois mil vinte e quatro, foram eleitos apenas doze vereadores indígenas entre os duzentos quarenta e um parlamentares escolhidos no estado.
O resultado ficou abaixo de outras unidades federativas, como Mato Grosso do Sul, além de estados como Amazonas, Paraíba, Pernambuco e Bahia.
Além disso, Mato Grosso não registrou a eleição de prefeitos ou vice-prefeitos indígenas, reforçando o cenário de sub-representação nos cargos de maior poder político.
Para lideranças indígenas, o preconceito ainda é um dos principais obstáculos, dificultando o acesso a apoio político, recursos financeiros e visibilidade durante campanhas eleitorais.
O vereador Isac Kinkin Zoró destacou que a estrutura política ainda não está preparada para incluir plenamente os povos indígenas.
Segundo ele, a necessidade de representação surge da falta de participação nas decisões que impactam diretamente as comunidades indígenas no estado de Mato Grosso.
A busca por maior representatividade tem impulsionado novas candidaturas, com lideranças indígenas buscando ocupar espaços e ampliar a voz política no cenário regional.
O avanço gradual indica mudança no cenário político, mas ainda evidencia a necessidade de políticas públicas que promovam inclusão e igualdade nos processos eleitorais.







