Ilde acusa grupo de Paula Calil de tentar mudar regras da eleição da Mesa Diretora em Cuiabá
Disputa pelo comando da Câmara amplia tensão na base de Abilio Brunini e expõe divisão entre vereadores aliados
A disputa pela presidência da Câmara Municipal de Cuiabá começou a provocar desgaste e divisão dentro da base do prefeito Abilio Brunini.
Pré-candidato ao comando da Mesa Diretora, o vereador Ilde Taques acusou aliados da atual presidente Paula Calil de articularem mudanças no Regimento Interno da Casa para permitir uma possível reeleição.
Segundo Ilde, alterar as regras próximas da eleição gera insegurança política e desequilíbrio na disputa interna do Legislativo.
“Eu sou contra mudar o jogo nas vésperas da eleição”, afirmou o parlamentar ao comentar as articulações nos bastidores.
Apesar das críticas, Ilde reconheceu a atuação administrativa da presidente da Câmara, mas afirmou que o debate deveria ter ocorrido anteriormente, e não em meio à corrida pelo comando da Casa.
Nos corredores do Legislativo, a sucessão da Mesa Diretora já movimenta grupos políticos e amplia o clima de tensão entre vereadores ligados à base governista.
Ilde também levantou preocupação sobre possível influência da estrutura administrativa na disputa.
“Toda disputa em que se usa a máquina acaba fortalecendo um projeto”, declarou.
Mesmo diante da possibilidade de entrada de Paula Calil na disputa, o vereador afirmou que mantém sua candidatura e garantiu possuir maioria articulada.
Segundo ele, atualmente já existem 13 votos fechados e outros três parlamentares simpáticos ao grupo político liderado por sua articulação.
As declarações também evidenciam desconforto entre aliados do prefeito Abilio Brunini.
Embora considere natural eventual apoio do prefeito à presidente da Câmara, por ambos integrarem o Partido Liberal, Ilde alertou que interferências do Executivo podem deixar sequelas políticas na relação entre Câmara e Prefeitura.
“Quando se criam dois grupos, sai um vencedor e um derrotado. Isso deixa marcas e pode prejudicar a governabilidade”, afirmou.
Mesmo em tom crítico, o vereador descartou possibilidade de rompimento com o Executivo caso seja eleito presidente da Câmara.
A eleição da Mesa Diretora deve ocorrer no segundo semestre e promete intensificar ainda mais as articulações políticas nos bastidores do Legislativo cuiabano.







