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Max Russi cobra reação do Senado após revelações envolvendo Moraes e Vorcaro

O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado Max Russi (Podemos), defendeu uma atuação do Senado diante das revelações da investigação da Polícia Federal que encontrou mensagens envolvendo o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e um contato identificado no celular dele com o nome do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.

As informações constam em relatório produzido no âmbito da Operação Compliance Zero, que investiga suspeitas de fraudes financeiras relacionadas ao Banco Master. O documento teve o sigilo retirado na terça-feira, 1º de setembro.

Ao comentar a repercussão do caso, Russi afirmou que considera necessária uma resposta institucional do Senado e criticou uma eventual postura de inércia da Casa.

“Eu acho que o Senado tem que agir, né? O Senado tem que agir. A gente não pode ficar passivo uma vida toda”, declarou.

Segundo a Polícia Federal, parte do conteúdo das comunicações não pôde ser recuperada. A investigação aponta que o contato utilizava mensagens de visualização única e que textos também eram escritos em um bloco de notas antes de serem compartilhados.

Em um dos registros recuperados, datado de 17 de novembro de 2025, Vorcaro teria informado ao contato salvo com o nome de Alexandre de Moraes que estava tentando se antecipar aos investigadores.

Para Max Russi, as informações divulgadas precisam ser avaliadas pelo Senado. Na visão do parlamentar mato-grossense, a falta de providências diante das revelações pode provocar desgaste na imagem da instituição perante a sociedade.

“E se não agir com o que está sendo exposto aí, da forma que está sendo colocada, desmoraliza muito o Senado da República”, afirmou.

O deputado ressaltou ainda que a Casa é composta por políticos experientes e disse esperar que os senadores exerçam suas atribuições institucionais diante do episódio.

“Eu, particularmente, quero acreditar no Senado da República e quero acreditar que o Senado vai atuar”, declarou.

Russi também afirmou que considera necessária a adoção de algum procedimento para analisar o caso. Para ele, a ausência de uma resposta institucional poderia fortalecer entre os cidadãos a percepção de que autoridades estariam imunes à aplicação das regras.

“Tem que tomar as providências, né? Abrir o processo. Tem que ser feito alguma coisa. Porque, se não fizer nada, eu confesso que enfraquece muito”, disse.

Relatório também menciona Paulo Gonet

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, também é citado no material obtido pela Polícia Federal, embora em mensagens trocadas entre outras pessoas e Daniel Vorcaro.

Conforme as informações da investigação, em uma conversa registrada em 2024, um interlocutor identificado como Ciro Soares teria feito referência ao procurador-geral ao afirmar que “Gonet é firme”.

A Procuradoria-Geral da República foi chamada a se manifestar sobre o relatório da Polícia Federal. O material faz parte das apurações relacionadas ao Banco Master e aos fatos investigados na Operação Compliance Zero.