Avallone admite surpresa com desempenho do PSDB e atribui resultado à polarização em MT
O presidente do PSDB em Mato Grosso, deputado estadual Carlos Avallone, afirmou que o resultado de alguns candidatos tucanos nas eleições de 2026 ficou abaixo das expectativas do partido. Segundo ele, nomes que apareciam em posições mais favoráveis nas pesquisas terminaram a disputa com uma votação inferior à projetada.
Um dos casos citados foi o de Juca do Guaraná, que buscava permanecer na Assembleia Legislativa, mas não conseguiu a reeleição e ficou na suplência. Juca terminou o pleito com 17.349 votos.
Mesmo com esse resultado, Avallone destacou que o PSDB ampliou sua representação na Assembleia. O próprio parlamentar garantiu novo mandato ao receber 31.035 votos, enquanto Chico Guarnieri conquistou uma cadeira com 18.842 votos.
Na avaliação do dirigente partidário, diferentes candidaturas da legenda apresentaram desempenho nas urnas abaixo do que vinha sendo indicado anteriormente por levantamentos eleitorais. Além de Juca e Guarnieri, ele mencionou nomes como Adenilson, Ostentação, Dr. Marcos Vinícius e Nelson Paim.
Avallone disse considerar necessário estudar individualmente o que ocorreu com essas candidaturas para compreender por que as expectativas formadas durante a campanha não se confirmaram integralmente na votação.
PSDB esperava conquistar três cadeiras
A expectativa da direção estadual do PSDB era alcançar uma bancada de três deputados na Assembleia Legislativa. O partido, porém, terminou a eleição com duas cadeiras, ocupadas por Avallone e Chico Guarnieri.
Ainda assim, houve aumento da representação tucana em relação à eleição de 2022. Naquele pleito, Carlos Avallone havia sido o único candidato do PSDB eleito deputado estadual, com 26.594 votos.
Ao analisar o desempenho de 2026, Avallone relacionou parte do resultado ao ambiente de polarização política observado no estado.
Segundo sua avaliação, houve uma concentração maior de votos em candidaturas com posicionamentos ideológicos mais claramente identificados. Ele citou como comparação movimentos eleitorais registrados anteriormente em cidades como Cuiabá, Várzea Grande, Rondonópolis e Primavera do Leste.
Avallone vê maior força da direita em Mato Grosso
Para o presidente estadual do PSDB, tanto candidaturas identificadas com a esquerda quanto aquelas alinhadas à direita foram beneficiadas, em determinados casos, pela polarização.
Avallone citou nomes da esquerda como Lúdio Cabral, Valdir Barranco e Rosa Neide como exemplos de candidatos que, em sua avaliação, conseguiram estabelecer uma identificação política mais definida junto ao eleitorado.
Do outro lado do espectro político, ele avaliou que o movimento foi ainda mais intenso entre candidatos ligados à direita e ao bolsonarismo. A interpretação sobre o peso desse fenômeno é uma avaliação política feita pelo próprio presidente do PSDB.
Segundo Avallone, esse cenário pode ter criado dificuldades principalmente para candidaturas que não foram percebidas pelos eleitores como claramente vinculadas a um dos campos da polarização.
Partido pretende estudar diferença entre pesquisas e urnas
Após o resultado, Avallone afirmou que pretende discutir os números com os próprios candidatos do PSDB para tentar identificar os fatores que levaram às diferenças entre as expectativas registradas durante a campanha e o desempenho efetivo nas urnas.
A intenção, segundo ele, é realizar uma análise mais detalhada do comportamento eleitoral e das estratégias adotadas pelas candidaturas.
O dirigente também entende que a concentração de votos em nomes considerados mais competitivos pode estar relacionada ao cenário de polarização nacional, que continuou presente com a disputa presidencial avançando para o segundo turno.
Para o PSDB de Mato Grosso, a avaliação dos resultados deverá servir como base para compreender o comportamento do eleitorado e orientar as próximas decisões políticas da legenda no estado.







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