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Custo por voto varia de R$ 0,18 a R$ 45,52 nas campanhas ao Governo e Senado de MT

Os gastos declarados pelas campanhas que disputaram o Governo e o Senado por Mato Grosso nas eleições de 2026 revelam diferenças expressivas quando as despesas são comparadas com a quantidade de votos conquistados nas urnas. Entre os candidatos ao Palácio Paiaguás, o maior custo apurado até agora chega a R$ 20,26 por voto. Já na corrida pelo Senado, esse valor alcança R$ 45,52 por voto.

Os cálculos consideram as despesas contratadas informadas à Justiça Eleitoral e a votação registrada no primeiro turno, realizado no domingo, 4 de outubro. A base utilizada foi atualizada em 7 de outubro, portanto os números ainda são provisórios e podem sofrer alterações até a apresentação definitiva das prestações de contas.

Laudicério registra R$ 20,26 por voto na disputa pelo Governo

Entre os seis candidatos que concorreram ao Governo de Mato Grosso, Sargento Laudicério (Agir) apresenta, até o momento, a maior relação entre despesas contratadas e votos recebidos.

A campanha informou R$ 65.020,50 em gastos contratados, sendo que R$ 50.020,50 já aparecem como pagos. Laudicério recebeu 3.210 votos, fazendo com que o total contratado corresponda a R$ 20,26 por voto.

Na sequência aparece Wellington Fagundes (PL). Segundo colocado na disputa estadual, ele conquistou 430.442 votos e declarou R$ 7.262.123,62 em despesas contratadas, o maior volume financeiro entre as seis candidaturas ao Governo.

Ao dividir o total contratado pela quantidade de votos, o resultado é de R$ 16,87 por voto. Até o levantamento, R$ 6.055.329,97 estavam registrados como efetivamente pagos. Levando em conta apenas o que já foi quitado, a relação fica em aproximadamente R$ 14,07 por voto.

A médica Natasha Slhessarenko (PSD), terceira colocada, recebeu 281.548 votos. Sua campanha declarou R$ 4.674.956,90 em despesas contratadas, das quais R$ 4.325.553,75 já constavam como pagas. O total contratado representa R$ 16,60 por voto.

Pivetta declarou R$ 5,50 por voto recebido

Reeleito governador no primeiro turno, Otaviano Pivetta (Republicanos) obteve 1.128.099 votos, equivalentes a 60,77% dos votos válidos.

Até 7 de outubro, sua campanha havia informado R$ 6.203.676,64 em despesas contratadas. Dividido pela votação obtida, o total corresponde a R$ 5,50 por voto.

Apesar de registrar o segundo maior volume de despesas contratadas entre os candidatos ao Governo, atrás apenas de Wellington Fagundes, a relação por voto ficou menor devido à quantidade de eleitores que escolheram Pivetta.

Do valor contratado, R$ 4.373.566,21 já apareciam como pagos. Nesse caso, considerando somente o que havia sido efetivamente quitado, o gasto seria equivalente a R$ 3,88 por voto.

Rafaell Milas (Missão) informou R$ 48.414,29 em despesas, valor que também já constava integralmente como pago. Ele conquistou 10.300 votos, resultando em R$ 4,70 por voto.

O menor valor entre os concorrentes ao Governo aparece na campanha de Maurício Coelho (Mobiliza). Foram declarados somente R$ 657,83 em despesas contratadas e pagas para 2.694 votos, o equivalente a R$ 0,24 por voto.

Despesas declaradas pelos candidatos ao Governo

Sargento Laudicério (Agir)
3.210 votos
R$ 65.020,50 contratados
R$ 50.020,50 pagos
R$ 20,26 por voto

Wellington Fagundes (PL)
430.442 votos
R$ 7.262.123,62 contratados
R$ 6.055.329,97 pagos
R$ 16,87 por voto

Natasha Slhessarenko (PSD)
281.548 votos
R$ 4.674.956,90 contratados
R$ 4.325.553,75 pagos
R$ 16,60 por voto

Otaviano Pivetta (Republicanos)
1.128.099 votos
R$ 6.203.676,64 contratados
R$ 4.373.566,21 pagos
R$ 5,50 por voto

Rafaell Milas (Missão)
10.300 votos
R$ 48.414,29 contratados
R$ 48.414,29 pagos
R$ 4,70 por voto

Maurício Coelho (Mobiliza)
2.694 votos
R$ 657,83 contratados
R$ 657,83 pagos
R$ 0,24 por voto

Senado: Buzetti registra R$ 45,52 por voto

Na corrida pelas duas vagas de Mato Grosso no Senado Federal, a maior relação entre gastos contratados e votação aparece, até agora, na campanha de Margareth Buzetti (PP).

Ela recebeu 65.559 votos e declarou R$ 2.984.424,93 em despesas contratadas. O montante representa R$ 45,52 para cada voto recebido.

Do total informado pela campanha, R$ 2.964.994,93 já estavam registrados como pagos. Considerando apenas os pagamentos efetuados, o valor corresponde a aproximadamente R$ 45,23 por voto.

Beny Godoy (Agir) aparece com R$ 25,44 por voto. Ele recebeu 1.854 votos e teve R$ 47.171,51 em despesas contratadas. Desse total, R$ 37.171,51 já estavam registrados como pagos.

Outro nome com relação superior a R$ 10 por voto é Pedro Taques (PSB). O ex-governador recebeu 224.621 votos e declarou R$ 2.286.223,79 em despesas contratadas, chegando a R$ 10,18 por voto. Até a consulta, R$ 700.105,08 constavam como pagos.

Medeiros declarou maior volume de despesas; Mauro teve R$ 2,53 por voto

Entre os dois candidatos eleitos ao Senado, José Medeiros (PL) declarou o maior volume de despesas.

Sua campanha informou R$ 4.264.235,91 em gastos contratados, o maior montante entre os dez concorrentes ao cargo. Medeiros conquistou 977.777 votos, fazendo com que o valor contratado corresponda a R$ 4,36 por voto.

Até 7 de outubro, R$ 2.185.129,17 das despesas constavam como pagas.

Já Mauro Mendes (União), candidato mais votado ao Senado em Mato Grosso, conquistou 1.187.352 votos e declarou R$ 3.005.841,70 em despesas contratadas. A relação entre os dois números resulta em R$ 2,53 por voto.

Do total contratado, R$ 675.192,80 apareciam como pagos. Considerando somente os pagamentos já registrados, o valor equivale a aproximadamente R$ 0,57 por voto.

Mauro Mendes e José Medeiros conquistaram as duas vagas destinadas a Mato Grosso no Senado nas eleições de 2026. A totalização registrou 1.187.352 votos para Mauro e 977.777 para Medeiros.

Janaina registra R$ 3,38 por voto; Fávaro, R$ 5,52

Terceira colocada na eleição para o Senado, Janaina Riva (MDB) recebeu 519.434 votos e informou R$ 1.758.029,17 em despesas contratadas. A relação corresponde a R$ 3,38 por voto. Até a data do levantamento, R$ 263.364,17 apareciam como pagos.

Carlos Fávaro (PSD) recebeu 411.020 votos e declarou R$ 2.267.865,74 em gastos contratados, chegando a R$ 5,52 por voto. O montante pago registrado era de R$ 594.993,59.

Com 169.265 votos, Antônio Galvan (Avante) declarou R$ 991.798,88 em despesas contratadas, das quais R$ 939.298,88 já constavam como pagas. O custo calculado sobre o total contratado é de R$ 5,86 por voto.

Coronel Darwin (Democrata) recebeu 12.819 votos e informou R$ 74.106,33 em despesas contratadas, equivalente a R$ 5,78 por voto. Desse valor, R$ 56.868,33 apareciam como pagos.

Já Professor Nelson Ferreira (Agir) declarou somente R$ 1 mil em despesas contratadas e recebeu 5.563 votos. A relação é de R$ 0,18 por voto, menor valor entre as dez campanhas ao Senado no levantamento. Na base consultada, ainda não havia despesa paga registrada para a candidatura.

Despesas declaradas pelos candidatos ao Senado

Margareth Buzetti (PP)
65.559 votos
R$ 2.984.424,93 contratados
R$ 2.964.994,93 pagos
R$ 45,52 por voto

Beny Godoy (Agir)
1.854 votos
R$ 47.171,51 contratados
R$ 37.171,51 pagos
R$ 25,44 por voto

Pedro Taques (PSB)
224.621 votos
R$ 2.286.223,79 contratados
R$ 700.105,08 pagos
R$ 10,18 por voto

Antônio Galvan (Avante)
169.265 votos
R$ 991.798,88 contratados
R$ 939.298,88 pagos
R$ 5,86 por voto

Coronel Darwin (Democrata)
12.819 votos
R$ 74.106,33 contratados
R$ 56.868,33 pagos
R$ 5,78 por voto

Carlos Fávaro (PSD)
411.020 votos
R$ 2.267.865,74 contratados
R$ 594.993,59 pagos
R$ 5,52 por voto

José Medeiros (PL)
977.777 votos
R$ 4.264.235,91 contratados
R$ 2.185.129,17 pagos
R$ 4,36 por voto

Janaina Riva (MDB)
519.434 votos
R$ 1.758.029,17 contratados
R$ 263.364,17 pagos
R$ 3,38 por voto

Mauro Mendes (União)
1.187.352 votos
R$ 3.005.841,70 contratados
R$ 675.192,80 pagos
R$ 2,53 por voto

Professor Nelson Ferreira (Agir)
5.563 votos
R$ 1.000,00 contratados
Nenhuma despesa paga registrada na base consultada
R$ 0,18 por voto

Valores podem sofrer alterações até o fechamento das contas

Os números apresentados não devem ser interpretados como o custo definitivo das campanhas. A consulta utilizada no levantamento foi realizada em 7 de outubro de 2026, apenas três dias depois do primeiro turno, quando o processo de prestação das contas finais ainda estava em andamento.

Conforme o calendário da Justiça Eleitoral, candidaturas e partidos começaram a encaminhar as prestações de contas referentes ao primeiro turno a partir de 5 de outubro. O prazo se encerra em 3 de novembro de 2026.

Até o fim desse período, despesas, pagamentos e outras movimentações financeiras ainda podem ser acrescentados às bases públicas. Por esse motivo, os valores calculados por voto também podem mudar.

As prestações de contas eleitorais devem contemplar a movimentação financeira das campanhas e são encaminhadas à Justiça Eleitoral pelos candidatos e partidos por meio do sistema próprio de prestação de contas.

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