Vírus respiratórios em alta preocupam Fiocruz; vacinação continua essencial
O boletim InfoGripe da Fiocruz alerta que vírus respiratórios em alta mantêm número elevado de hospitalizações por SRAG em diversas regiões do país.
O novo boletim InfoGripe da Fiocruz mostra que os vírus respiratórios em alta continuam pressionando os hospitais, especialmente nas regiões Norte, Centro-Sul e Nordeste.
Nas últimas quatro semanas, os principais responsáveis pelos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) foram a influenza A e o vírus sincicial respiratório (VSR).
Segundo o levantamento, seis estados apresentam nível de alerta ou alto risco: Alagoas, Mato Grosso, Paraná, Pará, Rondônia e Roraima. O crescimento é preocupante.
Apesar disso, em partes do Centro-Sul e do Norte há indícios de queda nos casos de SRAG, o que sinaliza uma possível estabilização em breve.
A pesquisadora Tatiana Portella alerta que os vírus respiratórios em alta afetam principalmente idosos e crianças pequenas, com risco elevado de hospitalização e óbito.
Entre os infectados, a influenza A lidera nos óbitos (74,1%) e continua como principal causa de internações, principalmente entre a população idosa e vulnerável.
O VSR, por sua vez, tem sido mais presente em crianças. Ele responde por grande parte das internações entre os pequenos, seguido do rinovírus e influenza A.
Por isso, a Fiocruz reforça a importância da vacinação contra a gripe. A vacina é gratuita no SUS e cobre os três vírus mais recorrentes da influenza.
Mesmo quem já teve gripe no ano deve se vacinar. A proteção é essencial para prevenir casos graves, especialmente em grupos prioritários como idosos e crianças.
A vacinação continua sendo a medida mais eficaz para reduzir hospitalizações. Também ajuda a conter a circulação dos vírus respiratórios em alta no Brasil.







