Câmara só irá investigar vereadores após inquérito policial, diz presidente
Câmara só investigará vereadores após acesso a inquérito da Operação Perfídia, diz presidente
Paula Calil afirma que é preciso ter acesso aos autos antes de abrir processo contra Sargento Joelson e Chico 2000 por quebra de decoro parlamentar.
A presidente da Câmara de Cuiabá, Paula Calil (PL), declarou nesta terça-feira (2) que só será possível instaurar uma investigação contra os vereadores Sargento Joelson (PSB) e Chico 2000 (PL), por quebra de decoro parlamentar, quando o Legislativo tiver acesso ao inquérito policial da Operação Perfídia.
A operação apura uma suposta cobrança de propina de R$ 250 mil para favorecer a empresa HB20 Construções em projetos de lei durante a gestão passada.
“Aí é necessário que a gente tenha acesso ao inquérito. Nós não temos acesso, já requeremos e nos foi negado. Precisamos dos autos para saber o fundamento, o objeto e os motivos da investigação. Neste momento, eles estão em fase de inquérito e não temos ainda o resultado”, afirmou Calil.
A fala ocorre após decisão judicial que suspendeu o afastamento dos dois parlamentares e sugeriu a possibilidade de criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Câmara.
No despacho, o desembargador Juvenal Pereira da Silva, do Tribunal de Justiça, ressaltou que a investigação legislativa não traria prejuízo à persecução penal, que está sob análise do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), responsável por decidir se pedirá novas diligências ou apresentará denúncia contra os vereadores.
Segundo as investigações, Joelson teria negociado a propina com aval de Chico 2000, então presidente da Câmara, em troca da aprovação de projeto do Executivo que autorizava a renegociação de dívidas da prefeitura.
A presidente ainda destacou que a Casa não foi notificada oficialmente sobre a decisão que permitiu o retorno dos vereadores ao mandato.







