×

População terá voz ativa no processo de concessão do DAE-VG, garante prefeita Flávia Moretti


Prefeita destaca início das reuniões comunitárias em dezembro para discutir o futuro do DAE e garantir transparência e participação popular nas decisões sobre água e esgoto em Várzea Grande.


A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), reafirmou o compromisso da gestão municipal com a transparência e a participação popular no processo que definirá o futuro do Departamento de Água e Esgoto (DAE).

Em dezembro, a Prefeitura dará início a uma série de reuniões comunitárias, integrando o Plano de Mobilização Social previsto no Plano Municipal de Saneamento Básico (PMSB), revisitado há cinco anos. A iniciativa marca a primeira etapa da modelagem da concessão pública dos serviços de água e esgoto.

Esses encontros têm como objetivo ouvir os moradores, compreender suas necessidades e contribuir com os estudos conduzidos pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), contratada pela Prefeitura para definir o modelo mais eficiente de concessão dos serviços públicos.

“Faremos o plano de mobilização social, com reuniões em escolas de cada bairro, para que a população possa participar, falar e também conhecer o que a Fipe tem a apresentar. Serão cerca de cinco encontros e conto com a participação maciça da população”, destacou Flávia Moretti.

O contrato com a Fipe prevê estudos técnicos em três fases: levantamento técnico, audiências públicas e leilão. Enquanto o processo não é finalizado, a Prefeitura continuará investindo diretamente no DAE, sob coordenação da prefeita e do vice-prefeito Tião da Zaeli (PL).

Investimentos em andamento

Nos dez primeiros meses de gestão, o Município já mobilizou R$ 41 milhões em investimentos para melhorar a captação, produção e distribuição de água. As obras incluem adutoras, reservatórios, estações elevatórias e modernização da rede de distribuição — considerado o maior projeto hídrico já executado em Várzea Grande.

A prefeita ressaltou que as dificuldades enfrentadas pelo DAE decorrem de anos de falta de planejamento e investimentos.

“O que adianta construir ETAs se elas não estão interligadas aos bairros? Nossa gestão destravou um PAC de 2013 para construir cinco reservatórios e garantir que a água chegue às torneiras. Agora, estamos corrigindo o que não foi feito no passado”, afirmou.