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Botelho diz que Abilio “age pelo próprio interesse” e que politização do Contorno Leste começou no próprio prefeito

Deputado afirma que decisão de desapropriar área é “acertada”, mas critica postura política de Abilio Brunini

O deputado estadual Eduardo Botelho (União Brasil) comentou nesta terça-feira (3) a decisão da Prefeitura de Cuiabá de desapropriar a área do Contorno Leste para regularizar as famílias que ocupam o local. Botelho classificou a medida como “acertada”, mas afirmou que o prefeito Abilio Brunini (PL) só recuou após perceber o desgaste político que poderia sofrer caso mantivesse a posição anterior.

Botelho destacou que o tema era uma reivindicação antiga, especialmente levantada pelos deputados Wilson Santos (PSD) e Valdir Barranco (PT).

“É uma luta do Wilson Santos e do Barranco. Temos que reconhecer. E eu quero parabenizar o Abilio, porque ele reconheceu que realmente precisava resolver aquilo. Todo mundo ganha. Agora vamos pagar os proprietários, deixar as pessoas lá e fazer infraestrutura. São cidadãos que merecem o direito à casa e à propriedade”, afirmou.

“Abilio não é de direita. Abilio é dele mesmo”

Ao analisar o comportamento político do prefeito, Botelho foi direto:
“Na verdade, o Abilio não é defensor de nada. Ele é defensor dele. Ele não é de direita nenhuma. Abilio é ele.”

Segundo o deputado, o prefeito age conforme seus interesses pessoais e eleitorais.

“Se amanhã ele perceber que casamento gay dá voto, ele vai aprovar também. Ele trabalha em cima dele mesmo, do egocentrismo dele. Se vê que algo dá popularidade, ele faz”, declarou.

“Quem politizou o Contorno Leste foi o Abilio”

Botelho também afirmou que a politização do caso não partiu da Assembleia nem da oposição.

“Quem politizou isso foi o Abilio. Era uma discussão puramente social. Ele que disse que era invasão, que o povo que estava lá não merecia, que era povo de comando, e criou toda essa polêmica”, criticou.

O parlamentar defendeu que a solução precisa ser construída com equilíbrio, respeitando a lei e atendendo as famílias vulneráveis.