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Cuiabá terá fim de ano sem decoração natalina, e Prefeitura avalia realizar apenas o réveillon da família

Prefeito Abílio Brunini afirma que crise financeira da população e do município impede investimentos em iluminação; programação de réveillon ainda está em análise

Cuiabá não terá decoração natalina no Centro Histórico neste fim de ano. A confirmação foi feita pelo prefeito Abílio Brunini (PL), que atribuiu a decisão ao cenário econômico desfavorável enfrentado tanto pela população quanto pelo município.

Segundo Abílio, o comportamento dos próprios cuiabanos sinalizou que não seria apropriado investir em iluminação especial. Ele relatou que, ao percorrer diferentes bairros e condomínios da capital, observou que muitas famílias reduziram ou abandonaram as tradicionais luzes de Natal.

“Fui a um condomínio fechado que sempre apostava em decoração natalina, e desta vez não tinha nada. Isso significa que dinheiro não está sobrando. As pessoas passaram por dificuldades financeiras este ano”, afirmou.

Réveillon pode ser a única grande ação do fim de ano

Apesar da suspensão das decorações, a Prefeitura ainda estuda realizar uma celebração de Ano Novo. Abílio disse ser “pouco provável” que haja qualquer investimento significativo em outras atividades públicas.

“O que podemos fazer é investir no réveillon, fechando o ano com alegria e um pouco de tranquilidade. Qualquer outro projeto que demande grandes investimentos é pouco provável”, explicou.

O prefeito já havia anunciado em outubro que estuda promover o “Réveillon da Família”, evento destinado às pessoas que desejam passar a virada do ano em um ambiente de oração.

“Vai ter gente em Cuiabá curtindo o réveillon de joelho, entregando o ano de 2026 ao Senhor”, declarou à época.

Até agora, a programação oficial não foi detalhada.

Comércio enfraquecido e mudanças de hábito

Abílio também avaliou que o comércio cuiabano enfrenta um período de baixa, influenciado pelo avanço das compras online. Segundo ele, shows e ações pontuais promovidos pelo Governo do Estado — como as apresentações de Nattan, Gusttavo Lima e Alok — movimentam hotéis e restaurantes, mas não geram impacto contínuo no comércio local.

“O pessoal vem, hospeda, alimenta e volta pra casa. O comércio precisa se reinventar”, comentou.

Para o prefeito, o Centro Histórico precisa de uma mudança de mentalidade. Ele defende que a retomada do movimento só ocorrerá com mais atrações culturais, gastronômicas e atividades noturnas que atraiam público.

“Mais gastronomia, entretenimento e eventos podem reativar o local”, completou.