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PL cobra definição de Mauro Mendes para alianças em 2026: “namoro escondido não serve”

O presidente do Partido Liberal em Mato Grosso, Ananias Filho, cobrou publicamente que o governador Mauro Mendes (União Brasil) deixe de lado o que classificou como postura “em cima do muro” e defina, de forma clara, qual campo político pretende integrar nas eleições de 2026.

Segundo o dirigente, não é aceitável que o governador mantenha aproximação com a direita sem assumir compromisso público com os nomes e bandeiras defendidos pelo PL no Estado.

“O Mauro Mendes tem que decidir o que ele quer para a vida dele. Se ele quer acompanhar a direita ou a esquerda, será bem-vindo. Agora, não pode ser um namoro escondido. Ele tem que definir”, disparou Ananias.

Pressão por posicionamento eleitoral

Nos bastidores, Mauro Mendes é apontado como pré-candidato ao Senado Federal e tem sido visto em agendas que dialogam com o bolsonarismo, embora ainda não tenha assumido oficialmente esse projeto à imprensa.

Para Ananias, o período pré-eleitoral exige posicionamento público, engajamento e clareza política, sem ambiguidades.

“Campanha eleitoral é pegar na mão, andar na praça, falar em público de quem está acompanhando. Não temos condição de caminhar com quem não fala em nome de Wellington Fagundes, José Medeiros e Flávio Bolsonaro. A nossa definição já está feita”, afirmou.

PL reafirma nomes e valores

O presidente estadual do PL reforçou que o partido está aberto a alianças, desde que haja alinhamento com os valores da direita e com os nomes já definidos pela sigla para a disputa de 2026.

“Quem estiver disposto a defender os valores da direita e os nomes que já estão colocados, será bem-vindo. Fora disso, será exceção, e nós não queremos isso”, disse.

Defesa de Wellington Fagundes

Ananias também rebateu críticas atribuídas ao governador Mauro Mendes sobre a trajetória política de Wellington Fagundes, especialmente a avaliação de que o senador teria apenas experiência legislativa.

Ele destacou que Fagundes teve a candidatura oficialmente avalizada no início de dezembro, após reunião com o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, e possui uma longa carreira política.

“Dentro do PL, quem dá pitaco é quem está dentro do PL. Nós temos comando, temos direção e vamos defender nossos nomes. Se atacarem, nós vamos responder”, concluiu.