Operação Cenário Montado afasta vereador suspeito de esquema milionário em MT
A Polícia Civil de Mato Grosso identificou o vereador Rauflis Oliveira Mello (PSD) como um dos principais alvos da Operação Cenário Montado, que apura um suposto esquema milionário de fraudes em licitações e eventos superfaturados em municípios do Araguaia.
Por determinação da 2ª Vara Criminal de Barra do Garças, Rauflis foi afastado do cargo nesta sexta-feira (26). A decisão também atingiu o servidor Alessandro dos Santos Oliveira, atual secretário de Desenvolvimento Econômico de Pontal do Araguaia.
Como funcionava o esquema
As investigações, conduzidas pela 1ª Delegacia de Polícia de Barra do Garças, apontam a existência de uma associação criminosa estruturada para desviar recursos públicos, especialmente por meio da manipulação de orçamentos e da simulação de concorrência em processos licitatórios ligados à realização de eventos.
Segundo informações preliminares, empresas eram utilizadas de forma articulada para criar a falsa impressão de disputa, elevando valores e garantindo contratos direcionados.
Novas empresas e uso de “laranjas”
De acordo com o delegado Adriano Marcos Alencar, o grupo manteve as atividades criminosas mesmo após fases anteriores da operação.
Para driblar suspensões judiciais, os investigados teriam criado novas empresas em nome de “laranjas”, muitas delas ligadas a familiares, com o objetivo de continuar participando de licitações públicas.
Crimes investigados
O inquérito aponta indícios da prática de diversos crimes, entre eles:
Associação criminosa Fraude à Lei de Licitações Superfaturamento Falsidade ideológica Lavagem de capitais
Diante das provas reunidas, a Justiça determinou o afastamento imediato dos investigados, além da proibição de:
acesso a prédios públicos das administrações municipais uso de sistemas internos de gestão contato com pessoas relacionadas aos fatos investigados
Continuidade da operação
A ação desta sexta-feira é um desdobramento das fases I e II da Operação Cenário Montado, deflagradas em março e maio deste ano. Os trabalhos contaram com apoio dos delegados Pablo Borges Rigo e Raphael Diniz, sob coordenação do delegado regional Wilyney Santana Borges.
As investigações seguem em andamento e não estão descartadas novas medidas judiciais.







