Seis secretários deixam governo Mauro Mendes para disputar eleições em 2026
DESINCOMPATIBILIZAÇÃO
Saídas devem ocorrer até 31 de março para cumprir prazo legal; nomes miram vagas na Câmara Federal e na Assembleia Legislativa
De olho nas eleições de outubro de 2026, seis integrantes do primeiro escalão do governo de Mauro Mendes já se preparam para deixar seus cargos até o dia 31 de março, quatro dias antes do prazo final de desincompatibilização previsto na legislação eleitoral.
A regra determina que ocupantes de cargos no Executivo que pretendem disputar eleições devem se afastar das funções pelo menos seis meses antes do pleito, ou seja, até 3 de abril. Todos os nomes cotados deixam o governo com foco em vagas no Legislativo estadual ou federal.
Três secretários devem disputar cadeiras na Câmara dos Deputados. São eles o secretário de Segurança Pública, César Roveri, o chefe da Casa Civil, Fábio Garcia, que busca a reeleição como deputado federal, e Leonardo Albuquerque, atualmente à frente do Escritório de Representação de Mato Grosso em Brasília.
Outros três nomes devem disputar vagas na Assembleia Legislativa de Mato Grosso. Estão na lista o secretário de Saúde, Gilberto Figueiredo, o secretário de Educação, Alan Porto, e o secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação, Allan Kardec.
Entre os seis, dois devem disputar cargo eletivo pela primeira vez. Roveri, que atua à frente da política de segurança pública do Estado, deve se filiar ao União Brasil. Já Alan Porto deve trocar o União pelo Republicanos para viabilizar sua candidatura a deputado estadual.
A saída simultânea de secretários deve provocar uma nova reorganização administrativa no Palácio Paiaguás a partir de abril, marcando oficialmente o início da transição do governo para o ciclo eleitoral de 2026.







