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“Brasil não vai escolher lado”, diz Carlos Fávaro sobre tensões entre EUA e China

Ministro da Agricultura afirma que país manterá diálogo comercial com as duas potências e aposta no pragmatismo econômico

O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, afirmou que o Brasil não pretende se alinhar exclusivamente aos Estados Unidos ou à China diante do acirramento das tensões geopolíticas entre as duas maiores economias do mundo. Segundo ele, a posição brasileira é de equilíbrio, diálogo e defesa dos interesses nacionais.

Em entrevista à revista Veja, Fávaro destacou que o país está disposto a negociar com ambos os lados, priorizando acordos comerciais que fortaleçam o agronegócio e ampliem mercados para os produtos brasileiros. Para o ministro, escolher um lado seria um erro estratégico.

“O Brasil não vai escolher lado. O Brasil vai escolher o que é bom para o Brasil”, afirmou.

Fávaro ressaltou que tanto os Estados Unidos quanto a China são parceiros comerciais estratégicos e fundamentais para o crescimento da economia brasileira, especialmente no setor agropecuário. Atualmente, a China é o maior destino das exportações do agronegócio, enquanto os EUA seguem como importante parceiro em tecnologia, investimentos e comércio.

Segundo o ministro, o governo trabalha para ampliar acordos bilaterais, reduzir barreiras sanitárias e abrir novos mercados, mantendo uma postura diplomática pragmática. Ele também reforçou que o Brasil tem credibilidade internacional para atuar como fornecedor seguro de alimentos em um cenário global marcado por conflitos e disputas comerciais.

“O mundo precisa de alimentos, e o Brasil é um dos países que podem garantir segurança alimentar. Nosso papel é dialogar com todos”, pontuou.

A declaração ocorre em meio ao aumento das disputas comerciais, tecnológicas e políticas entre Washington e Pequim, cenário que pressiona países emergentes a tomarem posição. Para o governo brasileiro, no entanto, a estratégia é preservar autonomia, soberania e oportunidades econômicas.