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Câmara rejeita Comissão Processante contra Chico 2000 com 15 votos contrários

ALVO DE TRÊS OPERAÇÕES POLICIAIS

Vereador é investigado em três frentes policiais, mas maioria do plenário decide barrar abertura de processo que poderia levar à cassação do mandato.

A Câmara Municipal de Cuiabá rejeitou, nesta terça-feira (10), o pedido de abertura de Comissão Processante contra o vereador Chico 2000 (PL). A solicitação foi apresentada pelo advogado federal Julier Sebastião e pelo jornalista Juliano Rafael Teixeira Enamoto, após o parlamentar se tornar alvo da terceira operação policial em menos de um ano.

As denúncias foram analisadas de forma unificada em plenário e receberam apenas 7 votos favoráveis, contra 15 votos contrários, número insuficiente para a instauração do procedimento que poderia resultar na perda do mandato.

O pedido de cassação foi protocolado após o afastamento do vereador em decorrência da Operação Gorjeta, que investiga suposto esquema de desvio de recursos públicos por meio de emendas parlamentares. Conforme apurado pela Polícia Civil, parte dos valores destinados a projetos culturais e esportivos teria retornado ao parlamentar por meio de acordos com empresários.

Fundamentação do pedido

Em uma das representações, os autores sustentaram que Chico 2000 teria causado prejuízos morais e institucionais ao Legislativo, ao figurar como alvo de três investigações distintas em curto período, além de apontarem quebra de decoro parlamentar e o fato de o vereador continuar recebendo remuneração mesmo estando afastado judicialmente.

Histórico de investigações

Além da Operação Gorjeta, Chico 2000 também foi alvo da Operação Perfídia, deflagrada em abril de 2025 pela Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor). Na ocasião, ele foi acusado de negociar o pagamento de propina no valor de R$ 250 mil para aprovação de um projeto do Executivo municipal. O vereador chegou a ser afastado do cargo, mas conseguiu reverter a decisão e reassumiu o mandato em setembro do mesmo ano.

O parlamentar ainda responde a investigação da Polícia Federal por suspeita de compra de votos nas eleições municipais de 2024.

Como votaram os vereadores

Votaram contra a Comissão Processante:

Adevair Cabral, Alex Rodrigues, Baixinha Giraldelli, Daniel Monteiro, Demilson Nogueira, Didimo Vovô, Ilde Taques, Jefferson Siqueira, Kassio Coelho, Marcrean Santos, Marcus Brito, Maria Avallone, Mário Nadaf, Sargento Joelson e Wilson Kero Kero.

Votaram a favor:

Dilemário Alencar, Katiuscia Mantelli, Maysa Leão, Michelly Alencar, Rafael Ranalli, Samantha Íris e Tenente-Coronel Dias.

A vereadora Dra. Mara se absteve, e Eduardo Magalhães esteve ausente.