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Transporte escolar na zona rural é interrompido temporariamente e prefeitura nega falta de pagamento

Pais relatam prejuízo a alunos de comunidades como Rio dos Couros e Nova Esperança; gestão afirma que paralisação foi pontual

Estudantes da zona rural de Cuiabá ficaram temporariamente sem transporte escolar após a paralisação de ônibus que atendem rotas ligadas à EMEB Novo Renascer e outras comunidades rurais da Capital. A situação foi denunciada por pais e moradores, que relataram dificuldades para levar as crianças até as unidades de ensino e apontaram prejuízos à frequência escolar.

Segundo os relatos, o serviço deixou de funcionar a partir do dia 10, afetando regiões como Rio dos Couros, Buritizal, Barreirinho, Cinturão Verde e Nova Esperança. Em vídeo divulgado nas redes sociais do vereador Dídimo Vovô, foi informado que alunos teriam deixado de comparecer às aulas por falta do ônibus, considerado o principal meio de deslocamento para quem vive em áreas mais afastadas.

Pais de estudantes afirmaram que, inicialmente, não houve esclarecimento oficial sobre o motivo da interrupção. Entre as informações que circularam nas comunidades, estava a suspeita de que empresas responsáveis pelo transporte escolar não estariam recebendo repasses financeiros, o que teria motivado a paralisação.

Prefeitura nega débitos e fala em problema interno da empresa

Em nota oficial, a Prefeitura de Cuiabá negou a existência de débitos com as empresas terceirizadas e afirmou que todas as obrigações contratuais estão sendo cumpridas regularmente.

De acordo com a administração municipal, houve uma paralisação pontual em rotas operadas por uma das empresas contratadas, causada por um problema interno de fluxo de caixa da própria prestadora de serviço.

Segundo a prefeitura, a interrupção atingiu temporariamente as seguintes rotas:

  • Nova Esperança 1, 2 e 3
  • Novo Renascer 1, 2, 4 e 5
  • Cinturão Verde 1, 2 e 5

A gestão municipal informou ainda que a situação foi resolvida após a regularização financeira interna da empresa, com retomada das atividades após um dia de paralisação. Conforme a nota, não houve novos registros de interrupção desde então, e as informações sobre falta de repasses não correspondem aos fatos.

Preocupação com impacto na educação

Mesmo com a normalização do serviço, pais e moradores demonstraram preocupação com o impacto direto na rotina escolar das crianças, especialmente em áreas onde o transporte público não atende regularmente.

Para famílias da zona rural, o transporte escolar é considerado essencial para garantir o acesso à educação, e qualquer interrupção compromete o direito à frequência regular nas aulas.

A situação reacendeu o debate sobre a necessidade de maior fiscalização e transparência na execução dos contratos de transporte escolar na Capital.