Prefeitos rejeitam assumir Samu e alertam para falta de recursos em meio à crise do serviço
Gestores de Cuiabá e Várzea Grande afirmam não ter condições financeiras, enquanto Estado propõe mudanças e servidores denunciam risco de desmonte do atendimento
Os prefeitos Abilio Brunini e Flávia Moretti rejeitaram assumir a gestão do Samu na Baixada Cuiabana.
A posição ocorre em meio à proposta do Governo do Estado de integrar o serviço com o Corpo de Bombeiros e reduzir custos operacionais.
Os gestores alegam falta de capacidade financeira para assumir novas responsabilidades, destacando que os municípios já enfrentam limitações orçamentárias na área da saúde.
Segundo Flávia Moretti, a gestão municipal já possui diversas demandas prioritárias, o que inviabiliza a incorporação de mais um serviço de alto custo.
Já Abilio Brunini afirmou que o atendimento pré-hospitalar é de responsabilidade estadual e não pode ser transferido sem reestruturação no financiamento público.
O cenário ganhou repercussão após desligamento de profissionais temporários do Samu, gerando preocupação entre servidores e usuários do sistema de atendimento.
Diante da situação, uma comissão do Ministério da Saúde foi enviada a Cuiabá para vistoriar unidades e avaliar as condições do serviço prestado.
A equipe técnica analisa o funcionamento do atendimento, após denúncias de possível desmonte do Samu no estado de Mato Grosso.
O governo estadual defende que a integração com os Bombeiros busca otimizar recursos e aumentar a eficiência no atendimento à população.
A discussão evidencia um impasse entre Estado e municípios, com impacto direto na organização e continuidade do serviço de urgência na região.








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