Abilio diz que briga entre Mauro e Eduardo Bolsonaro influenciou decisão do PL, mas afirma que candidatura própria foi decisiva
O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), afirmou que o conflito entre o governador Mauro Mendes (União Brasil) e o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) “pesou” na decisão do presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, de apoiar a candidatura ao governo do senador Wellington Fagundes (PL), descartando o nome do vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos), preferido de Mauro.
A declaração foi feita nesta quinta-feira (4), durante entrevista ao programa Roda de Entrevista, da TV Mais, afiliada da TV Cultura.
Segundo Abilio, embora a briga tenha contribuído para o clima político, o fator determinante foi o interesse estratégico do partido em consolidar uma candidatura própria.
“Acho que pode ter colaborado. Mas acredito que para o presidente Valdemar, uma das coisas que mais pesou foi o fato de que o candidato do nosso partido estará no nosso partido”, afirmou.
Pivetta não conseguiu avançar dentro do PL
Antes da definição, Abilio articulou para tentar inserir Pivetta no núcleo bolsonarista do Estado. O vice-governador chegou a conquistar simpatia de setores internos do PL, mas a força histórica de Wellington Fagundes no partido fundador e presidente de honra da sigla em Mato Grosso acabou travando o movimento.
Abilio avaliou ainda que, caso Pivetta tivesse feito a migração formal para o PL, a decisão poderia ter sido adiada para 2026, abrindo espaço para uma negociação mais favorável.
Contudo, sem filiação e com o PL já apresentando um candidato competitivo dentro da sigla, o cenário acabou inviabilizando apoio externo.
“Temos um projeto de que o PL terá candidato. Se o Pivetta fosse o candidato do partido, ele teria de vir ao partido. Mas não fica plausível que no PL a gente tenha um candidato a governador, um candidato a senador e um nome bem pontuado querendo ser candidato — e apoiarmos um candidato de outro partido. Isso não é plausível”, completou.







