Abilio diz que burocracia e multa de R$ 130 milhões impedem rompimento com CS Mobi
Prefeito afirma que aguarda retorno do TCE sobre pedido para negociar rescisão do contrato do estacionamento rotativo
O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), afirmou que a Prefeitura está impedida de romper, de imediato, o contrato do estacionamento rotativo com a CS Mobi devido à “burocracia” e ao risco de uma multa que pode chegar a R$ 130 milhões — valor equivalente a 17 anos de contraprestações.
Abilio reiterou ser favorável ao encerramento da parceria, mas explicou que a rescisão unilateral sem medida liminar obrigaria o município a pagar a penalidade integral.
“Nós estamos tentando fazer isso, mas existe uma série de burocracias que nos impedem”, declarou nesta quinta-feira (4) ao Roda de Entrevista da TV Mais.
Pedido no TCE e análise interna
Para tentar evitar prejuízo ao município, o prefeito acionou o Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) pedindo a criação de uma câmara de negociação. O presidente do órgão, Sérgio Ricardo, acatou o requerimento, mas ainda não há definição sobre os próximos passos.
Abilio lembrou que o contrato firmado na gestão do ex-prefeito Emanuel Pinheiro (PSD) é “complexo” e exige cautela. Equipes da Controladoria, Auditoria Municipal e a CPI da CS Mobi 2.0 seguem analisando o caso.
“O risco de multa é muito alto. Podemos ter que pagar R$ 130 milhões. Estamos avaliando qual a melhor decisão e, assim que houver definição, vamos comunicar a imprensa”, completou.
CPI dividida
As investigações sobre o contrato seguem na Câmara Municipal.
– A vereadora Dra. Mara (Podemos) defende uma negociação com a concessionária, destacando as obras em andamento, como o Mercado da Miguel Sutil.
– Já o vereador Tenente-Coronel Dias (Cidadania) tem indicado posição favorável ao rompimento.







