×

Abilio prevê renovação de no máximo 25% na ALMT e culpa estratégia dos partidos

O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), avalia que as eleições deste ano devem provocar poucas mudanças na composição da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT). Na visão do gestor, a forma como os partidos organizaram suas chapas proporcionais acabou privilegiando parlamentares que já possuem mandato e diminuindo as possibilidades para candidatos que tentam chegar pela primeira vez ao Legislativo estadual.

Abilio estima que a renovação da Assembleia fique entre 20% e 25%. Para ele, esse cenário é consequência direta das estratégias adotadas pelas siglas durante a definição dos nomes que disputarão as vagas de deputado estadual.

Segundo o prefeito, algumas legendas concentraram suas chapas em políticos que já exercem mandato, criando disputas internas entre nomes conhecidos e deixando pouco espaço para novas lideranças.

Um dos exemplos citados foi o União Brasil. Abilio considera que o partido pode conquistar apenas uma ou duas cadeiras e acredita que a disputa ficará concentrada entre Dilmar Dal Bosco, Sebastião Rezende e Júlio Campos.

Na avaliação dele, mesmo que um dos atuais deputados não consiga permanecer na Assembleia, isso não significaria necessariamente uma renovação dentro da própria legenda. A eventual mudança poderia ocorrer com a eleição de um candidato pertencente a outro partido.

O prefeito argumenta que a ausência de chapas mais amplas e competitivas acabou restringindo as possibilidades de novos candidatos alcançarem uma cadeira.

Para Abilio, embora algumas escolhas partidárias possam provocar uma renovação de aproximadamente um quarto da Assembleia, elas também dificultam que nomes sem mandato consigam superar os atuais parlamentares dentro das próprias legendas.

Republicanos e MDB também são citados

A mesma avaliação foi feita em relação ao Republicanos. Conforme a projeção apresentada pelo prefeito, a legenda reúne vários deputados que já ocupam cadeiras na Assembleia. Caso o partido conquiste menos vagas do que o número de parlamentares que buscam permanecer no cargo, alguns deles poderão ficar de fora.

Abilio também mencionou o MDB. Segundo ele, com três deputados disputando a eleição e uma expectativa de conquistar entre três e quatro vagas, a possibilidade de entrada de novos nomes dentro da sigla seria limitada.

Para o prefeito, a configuração das chapas será um dos fatores determinantes para o grau de renovação do Parlamento estadual nas urnas.

Ele ainda avalia que candidatos de outras legendas poderão enfrentar dificuldades mesmo apresentando potencial eleitoral individual. Isso porque seus partidos precisam alcançar as exigências previstas pelo sistema eleitoral para transformar a votação recebida em cadeiras na Assembleia.

Na leitura de Abilio, portanto, a disputa deste ano tende a preservar grande parte dos atuais deputados estaduais, enquanto a renovação deverá ocorrer de maneira limitada e concentrada em poucas vagas.