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Buzetti acusa Abilio de agir como “dono da direita”

PROMESSA NÃO CUMPRIDA

Ex-senadora critica postura do prefeito após embate com empresários sobre aumento do ISS em Cuiabá

A ex-senadora Margareth Buzetti (PP) criticou duramente o prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), após um embate público ocorrido na noite de quinta-feira (8.1), durante reunião com empresários para discutir o aumento do Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISS-QN), que passou de 3% para 5% na capital.

O encontro foi promovido pelo Conselho Regional de Corretores de Imóveis de Mato Grosso (Creci-MT) e pela Associação das Empresas do Distrito Industrial de Cuiabá (AEDIC), diante da insatisfação do setor produtivo com a elevação da alíquota. A reunião terminou em clima de tensão, com troca de acusações e a saída antecipada de Buzetti do evento.

Em vídeo divulgado nas redes sociais nesta sexta-feira (9.1), a empresária classificou a postura do prefeito como autoritária e afirmou que Abilio se comporta como se fosse “dono da direita, dono da verdade e dono da sociedade”. Segundo ela, o gestor reage de forma agressiva sempre que é questionado.

“O que vimos foi mais uma tentativa de desviar o foco, jogar a culpa nos outros e atacar quem questiona. Quando alguém se posiciona, a reação é interromper, desqualificar e diminuir. Isso não é postura de gestor, é autoritarismo”, afirmou.

Buzetti também acusou o prefeito de descumprir promessas feitas durante a campanha eleitoral. Ela relembrou discursos em que Abilio defendia a redução de impostos como forma de estimular a economia e afirmou que a prática adotada no governo segue caminho oposto.

“A campanha acabou e a promessa ficou para trás. Como prefeito, ele sancionou o aumento do ISS, penalizando quem produz e gera empregos em Cuiabá”, declarou.

Outro ponto de crítica foi a fala do prefeito sobre a existência de empresas fantasmas no Distrito Industrial. Abilio alegou que suas declarações foram retiradas de contexto, mas Buzetti rebateu e exibiu trecho em que o gestor afirma que “a maioria das empresas que foram colocadas no Distrito Industrial são empresas fantasmas, de certa forma”.

Para a ex-senadora, esse tipo de discurso generaliza o setor produtivo e agrava o desgaste na relação entre a prefeitura e os empresários. O episódio ampliou a repercussão política do aumento do ISS e reforçou o debate sobre política tributária, diálogo institucional e a condução da gestão municipal.