Mais de 1,5 mil famílias vivem medo de despejo em Cuiabá e cobram solução habitacional
Moradores de Paraisópolis e Silvanópolis pedem segurança jurídica enquanto poder público discute áreas de risco ambiental
Mais de 1,5 mil famílias dos bairros Paraisópolis e Silvanópolis vivem clima de insegurança após avanço de uma decisão judicial que pode resultar na desocupação de áreas consideradas de risco ambiental em Cuiabá.
O tema foi debatido durante audiência pública realizada na Assembleia Legislativa de Mato Grosso, que reuniu moradores, representantes do Ministério Público, Defensoria Pública, Prefeitura de Cuiabá e órgãos estaduais.
A ação judicial envolve a região conhecida como Águas Nascentes e tramita há mais de 13 anos, discutindo danos ambientais e ocupações em áreas de preservação.
Durante o encontro, moradores relataram medo de perder as casas construídas ao longo de décadas e cobraram soluções que garantam moradia digna e regularização fundiária.
Representantes das comunidades afirmaram que muitas famílias vivem na região há mais de vinte anos e que parte das áreas pode ser regularizada sem necessidade de remoções em massa.
O presidente da ALMT, Max Russi, afirmou que pretende buscar diálogo com o governador Otaviano Pivetta para tentar construir solução que concilie preservação ambiental e garantia de moradia.
A vereadora Katiuscia Mantelli afirmou que muitas famílias ainda não sabem quais áreas poderão ser atingidas e vivem cenário de desinformação e insegurança.
Já o prefeito Abilio Brunini declarou que o município discute medidas como estudos ambientais, regularização fundiária e programas habitacionais para famílias localizadas em áreas consideradas de maior risco.
O Ministério Público de Mato Grosso e a Defensoria Pública de Mato Grosso defenderam uma solução equilibrada, que respeite tanto a preservação ambiental quanto os direitos sociais das famílias que ocupam a região.








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