Dois anos após assassinato de pecuarista, herdeiro relata ameaças, desmatamento e disputa judicial no Contorno Leste
Família afirma que ofereceu doação de parte da área ocupada, mas aguarda decisão do STF sobre reintegração e critérios sociais.
A morte do pecuarista João Antônio Pinto completa dois anos nesta segunda-feira, em meio à disputa judicial envolvendo invasões no Contorno Leste.
O idoso, de 86 anos, foi morto em 2024, crime atribuído a investigador da Polícia Civil durante conflito fundiário.
A propriedade, com 139 hectares, permanece parcialmente ocupada por famílias que resistem à desocupação e aguardam definição judicial definitiva.
O processo encontra-se suspenso no Supremo Tribunal Federal por decisão do ministro Flávio Dino.
A determinação suspendeu despejo até análise de mandado que questiona critérios de vulnerabilidade adotados pela Secretaria Estadual de Assistência Social.
José Antônio Ribeiro Pinto, filho da vítima, afirma que a família busca solução pacífica, mas rejeita desapropriação integral.
Segundo ele, o pai pretendia doar parte da área para famílias vulneráveis, desde que houvesse organização legal.
A proposta previa cessão de 57 mil metros quadrados para acomodar moradores, com apoio do Ministério Público.
O herdeiro relata que, durante as invasões, houve desmatamento com máquinas pesadas, abertura de ruas e ligações clandestinas.
Ele afirma que a família sofreu ameaças e que vizinhos continuam enfrentando insegurança na região ocupada.
Os herdeiros defendem que são parte da solução e aguardam conciliação judicial para definição definitiva do impasse.







